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Mercenário russo relata experiência de sobrevivência em prisão na Ucrânia

Nigeriano preso na Ucrânia relata trajetória de mercenário após ser condenado por tráfico de drogas e busca por liberdade financeira

Mercenário preso de guerra Oluwagbemileke Kehinde posando em uma sala de prisão (Foto: Reprodução)
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  • Oluwagbemileke Kehinde, nigeriano de 29 anos, foi capturado na Ucrânia em julho de 2023 enquanto atuava como mercenário.
  • Ele se alistou após ser preso por tráfico de drogas, buscando liberdade e um salário de 2.000 euros mensais.
  • Kehinde se tornou intérprete devido ao seu domínio do inglês e do russo antes de ir para o combate.
  • Na prisão, ele convive com outros estrangeiros, incluindo egípcios e cubanos, que esperam por um possível intercâmbio.
  • Kehinde expressa incertezas sobre seu futuro e critica a complexidade do conflito, sugerindo que o diálogo poderia ser uma solução.

A trajetória de Kehinde: do cárcere à guerra na Ucrânia

Oluwagbemileke Kehinde, um nigeriano de 29 anos, foi capturado na Ucrânia em julho de 2023 enquanto atuava como mercenário. Ele se alistou após ser preso por tráfico de drogas e, em busca de liberdade, aceitou lutar ao lado das forças russas.

Kehinde, que passou dois anos e meio na prisão, relata que a oferta de um salário de 2.000 euros mensais e um passaporte russo o levaram a se juntar ao conflito. “Queria ser livre, e aceitei alistar-me no exército”, afirma. Ele se tornou intérprete devido ao seu domínio do inglês e do russo, antes de ser enviado para o combate.

No presídio onde Kehinde está detido, há outros estrangeiros, incluindo egípcios e combatentes de diversas nacionalidades, como cubanos e chineses. Os prisioneiros esperam por um possível intercâmbio, já que mais de 10.000 militares foram trocados entre Rússia e Ucrânia desde o início do conflito.

Kehinde expressa incertezas sobre seu futuro. “Não sei o que esperar agora sendo um prisioneiro de guerra”, diz, enquanto reflete sobre sua vida e as decisões que o levaram à guerra. Ele critica a complexidade do conflito e acredita que um diálogo poderia resolver a situação.

A história de Kehinde é emblemática de muitos jovens que, em busca de melhores oportunidades, acabam se envolvendo em situações extremas. “Se não tivesse ido para a prisão, não teria acabado na guerra”, conclui, mostrando a fragilidade de suas escolhas.

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