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Itamaraty repudia ataque em Jerusalém sem mencionar terrorismo

Brasil condena ataque em Jerusalém, mas não classifica como terrorismo; Argentina e Chile reagem com forte repúdio ao atentado

Equipe de emergência realiza resgate de vítimas após ataque em Jerusalém (Foto: Reprodução)
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  • O Itamaraty condenou um ataque a tiros em Jerusalém que deixou seis mortos, ocorrido em um ponto de ônibus na segunda-feira, 8 de setembro.
  • O ataque foi reivindicado pelo Hamas, mas o Brasil não o classificou como terrorismo.
  • A nota do Itamaraty expressou condolências às famílias das vítimas e reafirmou a posição do governo brasileiro contra a violência.
  • As tensões diplomáticas entre Brasil e Israel aumentaram, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sendo declarado persona non grata e a retirada da indicação de um novo embaixador em Brasília.
  • Argentina e Chile também condenaram o ataque, com o presidente argentino Javier Milei chamando-o de “brutal ataque terrorista”.

O Itamaraty divulgou uma nota nesta terça-feira (9) condenando um ataque a tiros em Jerusalém que resultou na morte de seis pessoas. O atentado, ocorrido na segunda-feira (8) em um ponto de ônibus da cidade, foi reivindicado pelo Hamas, mas o Brasil não classificou o ato como terrorismo. A nota expressa condolências às famílias das vítimas e ao povo israelense, reafirmando a posição do governo brasileiro contra a violência e a necessidade de uma solução política para a paz na região.

As tensões diplomáticas entre Brasil e Israel se intensificaram, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sendo declarado persona non grata por Tel Aviv. Recentemente, Israel retirou a indicação de um novo embaixador em Brasília, após impasses relacionados à aprovação do diplomata Gali Dagan.

Além do Brasil, Argentina e Chile também condenaram o ataque. O presidente argentino Javier Milei descreveu o incidente como um “brutal ataque terrorista”, enquanto o governo chileno, sob a liderança de Gabriel Boric, expressou sua “mais enérgica condenação” ao atentado, ressaltando a urgência de restabelecer a paz na região.

A única mulher entre os mortos, Sara Mendelson, possuía cidadania argentina. O governo argentino reiterou seu repúdio a qualquer forma de terrorismo e sua determinação na luta contra o antissemitismo. Até o momento, Uruguai e Colômbia, que cortaram relações diplomáticas com Israel, não se manifestaram sobre o ocorrido.

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