- O Catar anunciou que responderá ao ataque israelense em Doha, classificado pelo primeiro-ministro, xeque Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, como terrorismo de Estado.
- A declaração ocorreu após Israel bombardear alvos do Hamas na capital catariana, resultando em feridos entre oficiais catarianos.
- Al-Thani afirmou que a resposta está sendo discutida com aliados e que pretende se reunir com líderes do Oriente Médio para definir ações futuras.
- O governo do Catar enviou uma denúncia formal ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, condenando o ataque como uma violação das leis internacionais.
- A situação gera tensões na região, com o Catar buscando se firmar como mediador nas negociações de cessar-fogo na Faixa de Gaza.
O Catar anunciou que responderá ao ataque israelense em Doha, classificado pelo primeiro-ministro, xeque Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, como terrorismo de Estado. A declaração foi feita nesta quarta-feira, 10, após Israel bombardear alvos do Hamas na capital catariana, gerando forte repercussão internacional.
Al-Thani comunicou que a resposta ao ataque está sendo discutida com aliados e que pretende se reunir com líderes do Oriente Médio para definir as próximas ações. Ele expressou sua indignação, afirmando que o ataque é uma traição e criticou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por “conduzir o Oriente Médio ao caos”. O premiê também mencionou que oficiais catarianos ficaram feridos no bombardeio, com alguns em estado crítico.
Reação Internacional
O governo do Catar já enviou uma denúncia formal ao secretário-geral da ONU, António Guterres, e ao presidente do Conselho de Segurança, Sangjin Kim. No comunicado, o Catar expressou sua mais forte condenação ao ataque, considerando-o uma violação das leis internacionais e um risco à segurança de seus cidadãos. A representante permanente do Catar na ONU, Sheikha Alya Ahmed bin Saif al-Thani, entregou o documento, ressaltando que ações que comprometam a soberania do país não serão toleradas.
A situação continua a gerar tensões na região, com o Catar se posicionando como mediador nas negociações de cessar-fogo na Faixa de Gaza. O país tem buscado se firmar como um intermediário no Golfo Pérsico, recebendo membros do Hamas e promovendo diálogos entre o Ocidente e países árabes. O ataque israelense, segundo Al-Thani, não afeta apenas o Catar, mas representa uma ameaça à estabilidade regional.
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