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Cuba enfrenta apagão nacional e população clama por soluções imediatas

Cuba enfrenta novos apagões após colapso elétrico, aumentando a insatisfação popular e a pressão sobre o governo para restaurar a energia

Cidadão em sua cozinha durante um apagão em Havana (Foto: Reprodução)
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  • Cuba enfrenta uma nova crise elétrica, com apagões frequentes que se intensificaram desde os anos 90.
  • No último fim de semana, as províncias de Las Tunas, Granma, Holguín, Santiago de Cuba e Guantánamo sofreram com a falta de energia.
  • Na quarta-feira, o sistema elétrico nacional colapsou, afetando também Matanzas e Havana.
  • O apagão foi confirmado pela União Elétrica Cubana (UNE) e é o quinto colapso desde o grande blackout de outubro de 2024.
  • O governo anunciou esforços para restaurar a energia, mas a insatisfação popular cresce, com protestos reprimidos pelas autoridades.

Cuba enfrenta uma nova crise elétrica, com apagões recorrentes que se intensificaram desde os anos 90. No último fim de semana, as províncias de Las Tunas, Granma, Holguín, Santiago de Cuba e Guantánamo foram as primeiras a sofrer com a falta de energia. Na quarta-feira, o sistema elétrico nacional colapsou, afetando também Matanzas e Havana.

O apagão foi confirmado pela União Elétrica Cubana (UNE) às 9h14, sendo o quinto colapso desde o grande blackout de outubro de 2024. Apesar das frequentes interrupções, que podem durar até 18 horas, a população ainda não se acostumou a viver sem eletricidade. A insatisfação cresce, com cidadãos expressando sua frustração nas redes sociais, clamando por melhorias.

Em resposta à crise, o Ministério de Energia e Minas informou que o colapso pode ter sido causado por uma “desligamento inesperado” na usina térmica Antonio Guiteras. O primeiro-ministro Manuel Marrero afirmou que há uma estratégia definida para restaurar a energia rapidamente. Às 15h, a UNE anunciou que mais de 200 megawatts estavam disponíveis em microredes elétricas, priorizando locais essenciais como hospitais e estações de bombeamento de água.

O presidente Miguel Díaz-Canel também se manifestou, garantindo que cada província está tomando medidas para restaurar a energia. No entanto, a população vive na expectativa de novos apagões, em um cenário onde a infraestrutura elétrica é considerada obsoleta e sem manutenção adequada. Especialistas estimam que a reforma do sistema elétrico custaria entre 8 e 10 bilhões de dólares.

A crise é agravada pela escassez de combustível e pela falta de moeda estrangeira, dificultando a garantia de eletricidade em todos os lares cubanos. Enquanto alguns cidadãos recorrem a painéis solares ou geradores, outros se sentem desesperados e têm protestado nas ruas, embora essas manifestações sejam rapidamente reprimidas pelas autoridades. A UNE negou que estivesse incitando a população a protestar, após comparações com eventos recentes em outros países.

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