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Empresa oferece serviços de censura na internet semelhantes aos da China para governos

Documentos vazados mostram que a Geedge Networks vende sistemas de censura digital a governos, ampliando o controle da informação online

Mecanismo de controle de informações conhecido como Great Firewall, representado em uma imagem (Foto: Reprodução)
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  • Documentos vazados mostram que a Geedge Networks, uma empresa chinesa, vende sistemas de censura digital para governos globalmente.
  • A empresa, fundada em 2018, oferece ferramentas de monitoramento de redes, inspiradas no Great Firewall da China.
  • Os sistemas permitem monitorar dados, bloquear sites e interceptar informações sensíveis, além de realizar ataques cibernéticos sob demanda.
  • Em Myanmar, a Geedge já instalou seu sistema em 26 data centers, com capacidade para monitorar até 81 milhões de conexões simultâneas.
  • A atuação da empresa é criticada por facilitar a censura digital e limitar a liberdade de expressão, especialmente ao bloquear ferramentas de evasão como VPNs.

Um vazamento de mais de 100 mil documentos revela que a Geedge Networks, uma empresa chinesa pouco conhecida, está vendendo sistemas de censura digital inspirados no Great Firewall para governos em todo o mundo. Fundada em 2018, a Geedge se apresenta como fornecedora de ferramentas de monitoramento de redes, mas os documentos indicam que a empresa desenvolve um sistema avançado que permite o controle e a vigilância de informações online.

Os sistemas comercializados pela Geedge possibilitam o monitoramento de dados, o bloqueio de sites e a interceptação de informações sensíveis. Além disso, a empresa oferece recursos como ataques cibernéticos sob demanda e geofencing, que restringe o acesso a usuários com base em sua localização. Esses sistemas podem ser instalados em data centers de telecomunicações, permitindo que funcionários locais do governo operem as ferramentas de censura.

Em Myanmar, por exemplo, a Geedge já instalou seu sistema em 26 data centers, com capacidade para monitorar até 81 milhões de conexões simultâneas. A atuação da empresa tem sido criticada por facilitar a censura digital em larga escala, permitindo que governos bloqueiem ferramentas de evasão, como VPNs. A análise dos documentos vazados destaca a crescente preocupação com o papel das empresas de tecnologia na promoção de regimes autoritários e na limitação da liberdade de expressão.

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