- O Papa Leão XIV agradeceu aos habitantes de Lampedusa pelo acolhimento aos migrantes em um vídeo divulgado nesta sexta-feira.
- Ele destacou a importância da compaixão e da reconciliação, afirmando que não há justiça sem compaixão.
- O pontífice reconheceu o trabalho de associações e voluntários que ajudam os migrantes, chamando-os de “bastião da humanidade”.
- Dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM) mostram que em 2024, 2.573 migrantes já morreram tentando chegar à Europa.
- A travessia do Mediterrâneo Central é uma das rotas migratórias mais perigosas do mundo, aumentando a urgência da mensagem de acolhimento do Papa.
O Papa Leão XIV agradeceu nesta sexta-feira, em um vídeo, aos habitantes de Lampedusa pelo acolhimento aos migrantes, destacando a importância da compaixão e da reconciliação. A ilha, que foi escolhida por seu antecessor, o Papa Francisco, para sua primeira viagem apostólica em 2013, é um ponto crucial para migrantes que tentam chegar à Europa.
Durante a mensagem, o pontífice enfatizou que não há justiça sem compaixão e que é fundamental ouvir a dor dos outros. Ele reconheceu o trabalho de associações, voluntários e autoridades locais que ajudam os migrantes, afirmando que eles são um “bastião da humanidade”. Leão XIV também recordou as palavras de Francisco sobre a “globalização da indiferença”, reiterando a necessidade de se tornar “especialistas em reconciliação”.
Os dados sobre a situação no Mediterrâneo são alarmantes. Em setembro, sete pessoas perderam a vida durante a travessia, enquanto 41 foram resgatadas após dias em condições precárias. Em 2024, 2.573 migrantes já morreram tentando alcançar a Europa, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM). A travessia do Mediterrâneo Central é considerada uma das rotas migratórias mais perigosas do mundo, evidenciando a urgência da mensagem de acolhimento e solidariedade do Papa.
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