- Um voo fretado trouxe de volta 316 trabalhadores sul-coreanos detidos em uma operação de imigração nos Estados Unidos.
- A operação ocorreu em 4 de setembro na Geórgia e resultou na prisão de 475 pessoas, a maioria sul-coreanos, em uma fábrica de baterias da Hyundai-LG.
- Os trabalhadores foram detidos por alegações de vistos inadequados.
- A detenção gerou protestos na Coreia do Sul, com críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
- O presidente da República da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, expressou preocupação com o impacto nas relações comerciais e solicitou um novo tipo de visto para facilitar a movimentação de técnicos.
Um voo fretado trouxe de volta 316 trabalhadores sul-coreanos detidos em uma operação de imigração nos Estados Unidos, após uma ação do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) na Geórgia. A operação, ocorrida em 4 de setembro, resultou na prisão de 475 pessoas, sendo a maioria sul-coreanos, que estavam na fábrica de baterias da Hyundai-LG.
O Boeing 747-8I da Korean Air pousou no Aeroporto Internacional de Incheon na manhã desta sexta-feira, 12 de setembro. Um funcionário do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul afirmou que a operação de repatriação ocorreu sem problemas. Os trabalhadores, que eram técnicos enviados para instalar equipamentos, enfrentaram a detenção devido a alegações de vistos inadequados.
Reações na Coreia do Sul
A detenção gerou forte indignação na Coreia do Sul, com protestos em várias cidades. Cartazes satíricos criticando o presidente dos EUA, Donald Trump, foram exibidos, refletindo a frustração da população. Um idoso, que não estava diretamente envolvido, expressou sua indignação com a frase: “Nos disseram para investir, só para nos prender! É assim que tratam um aliado?”.
O presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, expressou preocupação com o impacto do incidente nas relações comerciais entre os dois países. Ele destacou que a prática de enviar técnicos para o exterior é comum e essencial para as operações das fábricas. O governo sul-coreano já solicitou a criação de um novo tipo de visto para facilitar essas movimentações.
Impactos Econômicos
As repercussões da operação são significativas. O CEO da Hyundai, José Muñoz, previu atrasos de até três meses na construção da planta, que representa um investimento de 7,6 bilhões de dólares. O presidente Lee alertou que o incidente pode afetar seriamente os planos de investimento direto no país, especialmente após um recente pacto comercial que previa um investimento de 350 bilhões de dólares em troca de redução de tarifas.
A situação continua a gerar debates sobre a viabilidade de futuras colaborações com os EUA, considerando o tratamento dispensado aos cidadãos sul-coreanos.
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