- A invasão russa da Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022, intensificou o uso de drones no combate.
- Em 2023, mais de 15.000 drones russos foram lançados contra a Ucrânia, aumentando a necessidade de unidades especializadas para neutralizá-los.
- Aleksandr, um soldado ucraniano, integra uma dessas unidades da Força Aérea, focada em derrubar drones inimigos.
- A unidade utiliza armamentos como metralhadoras Canik de 12,7 mm e consegue abater entre 80% e 85% dos drones russos.
- Apesar do conflito, os soldados mantêm o humor e competem entre si para derrubar mais drones, com a missão de proteger a população civil.
A guerra na Ucrânia, que começou em fevereiro de 2022, trouxe novas táticas de combate, incluindo o uso intensivo de drones. Em 2023, mais de 15.000 drones russos foram lançados contra o território ucraniano, levando a um aumento na necessidade de unidades especializadas para neutralizá-los.
Aleksandr, um soldado ucraniano de 30 anos, é parte de uma dessas unidades móveis da Força Aérea, focada em derrubar drones inimigos. Ele se lembra do início da invasão, quando enfrentou helicópteros russos. Agora, sua missão é interceptar drones que transportam explosivos, evitando que se tornem uma ameaça para a população civil.
A unidade de Aleksandr, que também conta com Andrii, um colega de 37 anos, utiliza armamentos como uma metralhadora Canik de 12,7 mm. Em um dia típico, eles podem disparar até 1.300 projéteis para derrubar cerca de quatro drones. A taxa de sucesso da defesa aérea ucraniana é impressionante, com 80% a 85% dos drones russos sendo abatidos.
Os drones se tornaram a principal ferramenta de ataque da Rússia, substituindo mísseis mais caros. No último domingo, Moscou lançou um recorde de 810 drones em uma única noite. O comandante da unidade, conhecido como Norte, explica que a resposta a um ataque pode levar de 15 a 20 minutos, e a prioridade é derrubar os drones que voam mais baixo.
O humor entre os soldados é uma constante, mesmo em meio ao conflito. Eles competem para ver quem consegue derrubar mais drones, e Aleksandr, conhecido por sua boa pontaria, frequentemente se recusa a descansar, preocupado com a eficácia de seus colegas. A guerra, para ele, é uma questão de custo-benefício, onde o uso de armamentos mais caros contra drones de baixo custo não é viável.
Aleksandr expressa sua determinação: “Mais medo me dá que passe um drone e eu não consiga derrubá-lo.” A unidade continua a se preparar para os desafios que a guerra impõe, mantendo a moral alta e a missão clara.
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