- Kim Yo-jong, irmã do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, criticou as manobras militares conjuntas dos Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul, classificando-as como imprudentes.
- As manobras ocorrerão de segunda a sexta-feira na ilha sul-coreana de Jeju e incluem exercícios navais, aéreos e de defesa antimísseis.
- Kim Yo-jong alertou que essas ações podem resultar em consequências negativas e caracterizou a presença militar dos aliados como um erro.
- A Coreia do Norte mantém um programa nuclear em desenvolvimento e não pretende abrir mão de suas armas nucleares, considerando-se um Estado nuclear irreversível.
- A crítica de Kim Yo-jong segue a visita de Kim Jong-un a instalações de pesquisa armamentista, onde reafirmou a intenção de desenvolver forças nucleares e convencionais.
Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, criticou as manobras militares conjuntas programadas entre Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul, classificando-as como uma “demonstração imprudente de força”. A declaração foi feita neste domingo pela agência estatal KCNA. As manobras, que ocorrerão de segunda a sexta-feira na ilha sul-coreana de Jeju, incluem exercícios navais, aéreos e de defesa antimísseis, com o objetivo de fortalecer a preparação contra as ameaças do regime de Pyongyang.
A dirigente alertou que essas ações trarão “maus resultados” e caracterizou a iniciativa dos aliados como uma “ideia perigosa”. Kim Yo-jong enfatizou que a presença militar dos aliados nas proximidades da Coreia do Norte é um erro que pode resultar em consequências negativas. A Coreia do Norte, que possui um programa nuclear em desenvolvimento, tem se oposto a essas manobras, considerando-as ensaios para uma invasão.
A crítica de Kim Yo-jong surge após a visita de Kim Jong-un a instalações de pesquisa armamentista, onde reafirmou a intenção de “impulsionar a política de desenvolver simultaneamente forças nucleares e forças armadas convencionais”. Desde a cúpula fracassada com os Estados Unidos em 2019, Pyongyang tem reiterado que não abrirá mão de suas armas nucleares, declarando-se um Estado nuclear “irreversível”.
Além disso, a Coreia do Norte tem buscado apoio da Rússia, especialmente após o início da guerra na Ucrânia, e firmou um pacto de defesa mútua com Moscou no ano passado. A situação na península coreana continua tensa, com a comunidade internacional observando atentamente os desdobramentos das manobras militares e as reações de Pyongyang.
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