- As relações entre Espanha e Israel se agravaram após o reconhecimento do Estado da Palestina por Madrid em maio de 2024.
- O ministro de Exteriores de Israel, Gideon Saar, acusou o presidente da Espanha, Pedro Sánchez, de incitar protestos propalestinos, resultando no cancelamento da última etapa da Vuelta a España.
- Durante os protestos em Madrid, manifestantes pediram o fim do que consideram um “genocídio” em Gaza, onde as mortes civis já ultrapassam 65 mil.
- Saar criticou Sánchez por suas declarações e chamou o governo espanhol de “vergonha para a Espanha”. Em resposta, Sánchez anunciou medidas para restringir o fluxo de armas a Israel.
- O ministro de Comunicações de Israel, Shlomo Karhi, sugeriu a suspensão da participação de Israel no Mobile World Congress de 2026 em Barcelona como retaliação.
As relações entre Espanha e Israel enfrentam uma nova crise após o reconhecimento do Estado da Palestina por Madrid em maio de 2024. Recentemente, o ministro de Exteriores israelense, Gideon Saar, acusou o presidente espanhol, Pedro Sánchez, de incitar protestos propalestinos, o que resultou na suspensão da última etapa da Vuelta a España.
Durante os protestos em Madrid, milhares de manifestantes exigiram o fim do que consideram um “genocídio” em Gaza, onde as mortes civis já ultrapassam 65 mil. A participação da equipe Israel-Premier Tech na competição de ciclismo foi um dos pontos que motivou a mobilização. A organização da Vuelta decidiu cancelar a etapa final devido ao clima de tensão e à pressão dos ciclistas.
Acusações e Respostas
Saar criticou Sánchez, afirmando que suas declarações, incluindo um lamento sobre a falta de armas nucleares para “frenar Israel”, incitaram a multidão. O ministro chamou o governo espanhol de “vergonha para a Espanha”. Em resposta, Sánchez anunciou um pacote de medidas para restringir o fluxo de armas a Israel, intensificando a pressão sobre o governo israelense.
Além disso, o ministro de Comunicações de Israel, Shlomo Karhi, sugeriu a suspensão da participação de Israel no Mobile World Congress de 2026 em Barcelona, como retaliação às ações espanholas. Essa proposta, embora não tenha consenso total no governo israelense, reflete um crescente descontentamento com a postura de Madrid.
Contexto Histórico
As tensões entre os dois países aumentaram desde o reconhecimento do Estado da Palestina, que levou Israel a não ter embaixador em Madrid. A escalada de violência em Gaza e o recente ataque em Jerusalém, que resultou em seis mortes, incluindo um cidadão espanhol, foram utilizados por Saar para criticar ainda mais o governo de Sánchez, acusando-o de se alinhar com o Hamas.
A situação continua a evoluir, com a comunidade internacional observando atentamente as repercussões das ações de ambos os lados. A crise atual destaca a complexidade das relações diplomáticas e a polarização política em torno do conflito israelense-palestino.
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