- Chico Picadinho, condenado por assassinatos e esquartejamentos, teve sua vigésima tentativa de liberdade negada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
- Aos 82 anos, ele cumpre pena há quase 50 anos e é considerado um risco à sociedade devido à sua psicopatia incurável.
- Laudos médicos indicam que não há perspectiva de melhora em seu quadro psicológico.
- Picadinho está preso desde 1976, após cometer crimes brutais nos anos 60 e 70, incluindo o assassinato de duas mulheres.
- Atualmente, ele reside no Hospital de Custódia e Tratamento de Taubaté, onde vive isolado e sem visitas há 20 anos.
Chico Picadinho, um dos criminosos mais notórios do Brasil, continua preso após a vigésima tentativa de liberdade negada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Aos 82 anos, ele cumpre pena há quase 50 anos, sendo considerado um risco à sociedade devido à sua psicopatia incurável.
Os laudos médicos apresentados ao tribunal destacam que Chico apresenta um quadro de psicopatia sem perspectiva de melhora, o que fundamentou a decisão judicial. Desde sua captura em 1976, ele não teve mais a oportunidade de viver fora das celas. Os crimes que cometeu nos anos 60 e 70, incluindo o assassinato e esquartejamento de duas mulheres, o tornaram um símbolo de crueldade.
O primeiro assassinato ocorreu em 1966, quando estrangulou a bailarina Margareth Suida, de 38 anos. Após ser libertado em 1974, reincidiu e, em 1976, foi novamente preso por matar a prostituta Ângela de Souza e Silva. A brutalidade dos crimes chocou a sociedade e resultou em condenações severas.
Medida de Segurança
Em 1998, a Justiça determinou que Chico Picadinho permanecesse em regime de medida de segurança, devido ao seu comportamento violento e à confissão de que mataria novamente se libertado. A decisão foi reforçada por um promotor de execução penal, que destacou a gravidade do caso.
Atualmente, ele reside no Hospital de Custódia e Tratamento de Taubaté, onde sua rotina é marcada por atividades solitárias. Apesar da idade avançada e de problemas de saúde, Chico é descrito como um interno calmo e obediente, que passa o dia na biblioteca da instituição.
Sem visitas há 20 anos, ele vive isolado, sem vínculos afetivos, e sua interação com outros presos é restrita. O ambiente controlado do pavilhão onde está alojado o mantém distante de detentos mais instáveis. Mesmo com a solidão, Chico mantém-se lúcido e segue as regras da unidade, refletindo a complexidade de sua história e a percepção da sociedade sobre ele.
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