- A relatora da ONU para os direitos humanos nos territórios palestinos, Francesca Albanese, denunciou a limpeza étnica em Gaza, tornando a cidade inabitável.
- Albanese afirmou que a ofensiva israelense pode resultar em genocídio, com mais de 64 mil palestinos mortos desde o início da escalada de violência.
- Os ataques israelenses, que incluem o uso de armas não convencionais, colocam em risco a vida de reféns israelenses.
- A ONU e grupos de direitos humanos relatam condições humanitárias terríveis, com escassez de alimentos e infraestrutura destruída.
- A ofensiva, iniciada após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, já resultou em mais de 320 mil deslocados.
A relatora da ONU para os direitos humanos nos territórios palestinos, Francesca Albanese, denunciou que Israel está promovendo uma limpeza étnica em Gaza, tornando a Cidade de Gaza inabitável. Em coletiva em Genebra, Albanese afirmou que a ofensiva israelense pode resultar em genocídio, com mais de 64.000 palestinos mortos desde o início da atual escalada de violência.
Albanese destacou que os ataques israelenses, que incluem o uso de armas não convencionais, estão colocando em risco a vida de reféns israelenses. Ela criticou a estratégia de Israel, que orienta civis a se deslocarem para o sul, afirmando que isso equivale a um deslocamento forçado em massa. As condições humanitárias na zona designada são descritas como terríveis, com escassez de alimentos e infraestrutura destruída.
A ofensiva israelense, que começou após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, já resultou em mais de 320.000 deslocados. Albanese enfatizou que a situação é um “horror absoluto”, com um número alarmante de mortes, incluindo muitas crianças. Ela também criticou a comunidade internacional por sua inação, afirmando que a cumplicidade global contribui para a continuidade do conflito.
Crise Humanitária
A ONU e grupos de direitos humanos, como a Anistia Internacional, têm denunciado as condições em Gaza, onde a destruição de infraestruturas essenciais e a morte de jornalistas agravam a crise. Recentemente, Israel atacou edifícios da UNRWA, incluindo escolas e clínicas, que servem como abrigos para os deslocados. O comissário da UNRWA, Philippe Lazzarini, declarou que “ninguém está seguro em Gaza”.
A relatora Albanese, que enfrenta restrições de viagem impostas por Israel, alertou que a normalização das ações israelenses pode levar a um avanço do projeto do “Grande Israel”. Ela pediu uma ação urgente da comunidade internacional para proteger os direitos humanos e garantir a segurança dos jornalistas na região.
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