- Gunmen em motos atacaram uma cerimônia de batismo em uma vila no oeste do Níger, matando 22 pessoas.
- O ataque ocorreu na região de Tillabéri, que faz fronteira com Mali e Burkina Faso.
- Desde março, a violência resultou na morte de 127 civis, segundo a Human Rights Watch.
- O governo militar, no poder desde 2023, enfrenta críticas por sua resposta à insegurança crescente.
- Na semana passada, 14 soldados nigerinos foram mortos em uma emboscada na mesma região.
Gunmen em motos atacaram uma cerimônia de batismo em uma vila no oeste do Níger, resultando na morte de 22 pessoas. O ataque ocorreu na região de Tillabéri, que faz fronteira com Mali e Burkina Faso, enquanto os participantes celebravam o evento. Maikoul Zodi, ativista de direitos civis local, descreveu a cena como um momento de “morte e terror”, destacando a brutalidade do ataque.
A violência no Níger tem aumentado, com 127 civis mortos desde março, conforme relatórios da Human Rights Watch. O governo militar, que assumiu o controle em 2023 após a deposição do presidente eleito, enfrenta críticas por sua resposta inadequada aos alertas sobre a crescente insegurança. Além dos ataques a civis, dozens de casas foram saqueadas e queimadas.
Na semana passada, 14 soldados nigerinos foram mortos em uma emboscada na mesma região, evidenciando a gravidade da situação. O exército informou que a operação, inicialmente destinada a combater o roubo de gado, se transformou em uma emboscada. O acesso restrito à área dificulta a verificação independente dos números de vítimas.
Zodi questionou a exposição contínua dos civis à insegurança e pediu ao governo que priorize a segurança da população. Ele enfatizou a necessidade de respostas concretas e um aumento da presença do Estado em áreas vulneráveis. O Níger, assim como seus vizinhos Burkina Faso e Mali, tem lutado contra a insurgência jihadista, enquanto se afasta de parcerias ocidentais e busca apoio em países como Rússia e Turquia. A violência, no entanto, persiste, desafiando os esforços das autoridades.
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