- Quinze pessoas foram acusadas de terrorismo na Lituânia por detonações de pacotes explosivos na Alemanha, Polônia e Reino Unido.
- As autoridades afirmam que as ações foram coordenadas por indivíduos ligados à inteligência militar russa.
- Os suspeitos utilizaram empresas de entrega para enviar pacotes com explosivos disfarçados em embalagens de cosméticos a partir de Vilnius.
- O plano visava realizar testes de sabotagem em voos com destino aos Estados Unidos e Canadá.
- Além das acusações de terrorismo, alguns suspeitos são investigados por um incêndio criminoso em uma loja da Ikea em Vilnius.
Quinze pessoas foram acusadas de terrorismo na Lituânia por envolvimento em detonações de pacotes explosivos na Alemanha, Polônia e Reino Unido. As autoridades afirmam que as ações foram supostamente coordenadas por indivíduos ligados à inteligência militar russa.
Os suspeitos teriam utilizado empresas de entrega como DHL e DPD para enviar quatro pacotes com explosivos disfarçados em embalagens de cosméticos a partir de Vilnius, capital da Lituânia. Os incidentes ocorreram em julho do ano passado, resultando em incêndios em várias localidades, enquanto um dos pacotes não detonou devido a uma falha técnica.
Detalhes da Operação
Investigadores lituanos afirmam que o plano tinha como objetivo realizar testes de sabotagem em voos com destino aos Estados Unidos e Canadá. Os pacotes continham dispositivos explosivos acionados por temporizadores eletrônicos ocultos em almofadas de massagem vibratórias. Durante a investigação, explosivos foram encontrados, e os acusados incluem cidadãos da Lituânia, Rússia, Letônia, Estônia e Ucrânia.
Além das acusações de terrorismo, alguns dos suspeitos também são investigados por um ataque de incêndio criminoso em uma loja da Ikea em Vilnius no ano passado. As autoridades destacaram que os indivíduos agiram de forma organizada, seguindo um plano rigoroso e dividindo tarefas específicas.
Reações e Implicações
Os incidentes levantaram preocupações sobre a atividade de espionagem russa na Europa. Embora a Rússia não tenha se pronunciado sobre as acusações mais recentes, já negou anteriormente envolvimento em operações de sabotagem em países da OTAN. A situação continua a ser monitorada de perto pelas autoridades de segurança ocidentais, que consideram esses eventos parte de uma campanha orquestrada pela agência de inteligência militar russa, GRU.
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