- O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país está preparado para enfrentar a reimposição de sanções internacionais.
- A declaração ocorreu após o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) decidir não suspender as penalidades contra o Irã.
- A decisão foi motivada por um pedido do Reino Unido, França e Alemanha, que acusam o Irã de não cumprir o acordo nuclear de 2015.
- Pezeshkian destacou que a capacidade de reconstrução do país permanece intacta, mesmo após ataques a instalações nucleares.
- O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã advertiu que a cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) será suspensa se as sanções forem restabelecidas.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que o país está preparado para enfrentar a reimposição de sanções internacionais, após o Conselho de Segurança da ONU decidir não suspender as penalidades contra Teerã. A decisão foi tomada na sexta-feira, 29 de setembro, em resposta a um pedido do Reino Unido, França e Alemanha, que acusam o Irã de não cumprir o acordo nuclear de 2015.
Pezeshkian afirmou que, apesar das dificuldades impostas pelo processo “snapback”, o Irã não se deixará abater. “Eles bloqueiam a estrada, mas são os cérebros e os pensamentos que abrem ou constroem a estrada”, disse ele em uma transmissão pela televisão estatal. O presidente também ressaltou que, mesmo diante de ataques a instalações nucleares como Natanz e Fordow, a capacidade de reconstrução do país permanece intacta.
Ameaças à Cooperação Internacional
Além disso, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã advertiu que a cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) será “efetivamente suspensa” se as sanções forem restabelecidas. Pezeshkian enfatizou que o Irã não se renderá a exigências excessivas e possui o poder de mudar a situação atual.
O processo “snapback” reimpõe as sanções da ONU, a menos que um acordo seja alcançado entre Teerã e as potências europeias em um prazo de uma semana. O Irã nega qualquer intenção de desenvolver armas nucleares, afirmando que seu programa é pacífico. A tensão entre o país e as potências ocidentais continua a crescer, à medida que as negociações sobre o acordo nuclear permanecem estagnadas.
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