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Jovem do Sertão troca mecânica por combate na Ucrânia em busca de aventura

João Ferraz alistou-se na brigada ucraniana e relata desafios físicos e mentais, com muitos companheiros deixando a missão por problemas de saúde mental.

João Ferraz, combatente na Ucrânia, posando para foto (Foto: Reprodução)
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  • João Ferraz, brasileiro de 28 anos, deixou sua oficina mecânica em Serra Talhada, Pernambuco, para se alistar na brigada ucraniana.
  • Ele decidiu se juntar à luta contra a invasão russa após acompanhar o conflito desde fevereiro de 2022.
  • Sem experiência militar anterior, João passou por seleção que incluiu entrevistas e testes físicos.
  • O contrato com o Exército Ucraniano é de três anos, com possibilidade de rescisão após seis meses. A remuneração varia de R$ 6 mil a R$ 30 mil, dependendo da área de atuação.
  • João relata desafios físicos e mentais no front e menciona que vários companheiros deixaram a brigada por problemas de saúde mental.

João Ferraz, um brasileiro de 28 anos, deixou sua oficina mecânica em Serra Talhada, Pernambuco, para se alistar na brigada ucraniana. Desde o início da guerra, em fevereiro de 2022, ele acompanhava o conflito e decidiu se juntar à luta contra a invasão russa. Sem experiência militar anterior, João passou por um processo de seleção que incluiu entrevistas e testes físicos.

Atualmente, ele compartilha sua rotina no front por meio do Instagram, onde possui mais de 33 mil seguidores. O contrato com o Exército Ucraniano é de três anos, com possibilidade de rescisão após seis meses. Desistir antes desse prazo pode resultar em fuga para países vizinhos e até prisão. A remuneração varia: em áreas seguras, gira em torno de R$ 6 mil a R$ 7 mil mensais, enquanto em zonas de alto risco, como a “linha zero”, pode alcançar R$ 30 mil.

João relata que a experiência no front é desafiadora, tanto fisicamente quanto mentalmente. Ele menciona que, entre seus 11 companheiros, muitos já deixaram a brigada devido a problemas de saúde mental. Apesar das dificuldades, ele se sente realizado e considera seguir carreira militar na Ucrânia após o término do contrato. A família, embora preocupada com sua decisão, mantém contato frequente e está mais tranquila com o tempo.

A guerra na Ucrânia já causou milhares de mortes e milhões de refugiados, com apoio ocidental ao governo de Volodymyr Zelensky. Enquanto isso, a Rússia, sob Vladimir Putin, continua sua ofensiva, mantendo alianças com países como Belarus e Síria.

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