- Três anos após a mobilização de tropas na Ucrânia, mulheres russas continuam a buscar respostas sobre seus entes desaparecidos.
- O movimento “Camino a Casa” enfrenta repressão e censura, com mães como Galina Zeleneva e Elena Antiosova fazendo apelos emocionantes por informações sobre seus filhos.
- O Ministério da Defesa não atualiza os números de mortos, enquanto estimativas independentes indicam cerca de 200 mil soldados russos mortos no conflito.
- As manifestações, que antes eram mais frequentes, agora ocorrem em silêncio, com mulheres deixando flores em memoriais devido à repressão do governo.
- Organizações que ajudam a escapar do recrutamento relatam aumento na demanda por assistência, enquanto o governo se prepara para novas mobilizações.
Três anos após a mobilização de tropas na Ucrânia, mulheres russas continuam a exigir respostas sobre seus entes desaparecidos. Desde o anúncio de Vladimir Putin em setembro de 2022, o movimento “Camino a Casa” tem enfrentado crescente repressão e censura. Mães como Galina Zeleneva e Elena Antiosova têm feito apelos emocionantes, clamando por informações sobre seus filhos mobilizados.
As autoridades russas têm silenciado as vozes dessas mulheres. O Ministério da Defesa, que mobilizou 300 mil homens, não atualiza os números de mortos, enquanto estimativas independentes sugerem que cerca de 200 mil soldados russos podem ter perdido a vida no conflito. Uma integrante do movimento “Camino a Casa” afirmou que as autoridades tentam ocultar a realidade da guerra, que continua a devastar famílias.
As manifestações, antes mais frequentes, agora são solitárias. Mulheres que costumavam se reunir em protestos enfrentam a repressão do governo, que rotulou o movimento como “agente estrangeiro”. Recentemente, Olga Tsukanova, ex-líder do Conselho de Mães e Esposas, foi condenada a um ano e sete meses de trabalhos forçados por suas atividades. As poucas que ainda se reúnem o fazem em silêncio, deixando flores em memoriais.
Apelos emocionais têm ecoado nas redes sociais. Galina Zeleneva, mãe de um soldado desaparecido, fez um apelo direto a Putin, pedindo esclarecimentos sobre o destino de seu filho. Elena Antiosova, por sua vez, clama pelo retorno de seus filhos gêmeos, capturados em combate. Ambas expressam a dor e a frustração de não receber respostas das autoridades.
A situação é alarmante. Estatísticas sobre mobilização e desercão são mantidas em segredo, mas análises indicam que um em cada quatro mobilizados pode ter sido ferido ou desaparecido. O governo russo está se preparando para novas mobilizações, enquanto o número de desertores tem aumentado. Organizações que ajudam a escapar do recrutamento relatam um crescimento significativo na demanda por assistência.
As vozes dessas mulheres, embora silenciadas, continuam a ressoar. Elas se recusam a deixar que seus entes queridos sejam esquecidos e insistem em trazer seus homens de volta para casa. A luta delas, marcada por dor e determinação, reflete a realidade de uma guerra que parece não ter fim.
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