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Coreia do Norte se mostra disposta a negociar com EUA sem exigir desnuclearização

Kim Jong-un condiciona negociações aos Estados Unidos à desistência da desnuclearização e descarta diálogo com a Coreia do Sul

Presidente dos EUA, Donald Trump, se encontra com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, durante reunião (Foto: Reprodução)
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  • O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmou que está disposto a negociar com os Estados Unidos, desde que abandonem a exigência de desnuclearização.
  • A declaração foi feita durante um discurso no parlamento de Pyongyang, em 22 de outubro.
  • Kim recordou suas boas lembranças com o ex-presidente Donald Trump, com quem se encontrou três vezes entre 2018 e 2019.
  • Ele rejeitou diálogos com a Coreia do Sul, apesar dos esforços do novo presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, para reduzir tensões.
  • Kim destacou que as sanções da ONU não enfraqueceram seu país, mas sim fortaleceram sua resistência e reafirmou que não abrirá mão de seu arsenal nuclear.

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, manifestou sua disposição para retomar negociações com os Estados Unidos, desde que Washington abandone a exigência de desnuclearização. A declaração foi feita durante um discurso no parlamento de Pyongyang, divulgado pela mídia estatal nesta segunda-feira, 22 de outubro. Kim afirmou que, se os EUA deixarem de lado sua “obsessão delirante” pela desnuclearização, não haveria motivos para não se reunirem.

Durante sua fala, Kim recordou suas boas lembranças do ex-presidente Donald Trump, com quem se encontrou três vezes entre 2018 e 2019. O diálogo entre os dois países, que buscava uma solução para a questão nuclear, colapsou em 2019. O líder norte-coreano também fez referência ao destino do ex-líder líbio Muammar Gaddafi, sugerindo que a renúncia às armas nucleares poderia levar a consequências desastrosas.

Tensão com a Coreia do Sul

Kim também descartou a possibilidade de diálogo com a Coreia do Sul, apesar dos esforços do novo presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, para reduzir as tensões. A situação se complica com a iminente visita de Trump à Coreia do Sul em novembro, para a cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC). Analistas sugerem que as declarações de Kim podem ser uma tentativa de criar um clima propício para uma cúpula surpresa com Trump.

As tensões entre a Coreia do Norte e os EUA têm sido intensificadas pelas sanções da ONU, que visam pressionar Pyongyang a renunciar seu arsenal nuclear. Kim declarou que essas sanções, longe de enfraquecer seu país, ajudaram a fortalecer e desenvolver uma resistência que não pode ser esmagada. Ele ainda afirmou que seu país jamais abrirá mão de seu arsenal nuclear, considerado a principal garantia de sobrevivência do regime.

Perspectivas Futuras

Os comentários de Kim são vistos como um convite para que Trump reavalie a abordagem dos EUA em relação à desnuclearização. O novo governo progressista sul-coreano busca encorajar Trump a reabrir o canal de diálogo com Kim, mas o líder norte-coreano reforçou sua posição de que a Coreia do Sul é uma entidade separada nas questões nucleares. A complexidade das relações na região continua a ser um desafio, com Kim buscando fortalecer sua influência por meio de parcerias com a Rússia e a China.

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