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Jovem é executado na Coreia do Norte por distribuir músicas e séries sul-coreanas

Desertores relatam execuções públicas e aumento da vigilância, especialmente entre jovens, devido às leis que proíbem cultura estrangeira.

Líder norcoreano supervisiona testes de drones em local não revelado na Coreia do Norte (Foto: Reprodução)
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  • Desertores da Coreia do Norte relatam aumento da repressão sob as “três leis diabólicas”, que impõem severas punições por crimes relacionados à cultura estrangeira.
  • As leis, implementadas em 2020, incluem pena de morte para quem consumir ou disseminar conteúdos considerados “reacionários”.
  • Kim Ilhyuk, um desertor, descreve execuções públicas, incluindo a de um amigo por distribuir músicas e programas de TV estrangeiros.
  • A repressão se intensificou durante a pandemia, com vigilância constante e controle rigoroso da população, especialmente entre os jovens.
  • A ONU destaca que o governo mantém um controle absoluto sobre a vida dos cidadãos, refletindo um ciclo de repressão e insatisfação popular.

Desertores da Coreia do Norte relatam um aumento alarmante na repressão sob as chamadas “três leis diabólicas”, que resultam em severas punições, incluindo a pena de morte, por crimes relacionados à cultura estrangeira. A ONU já havia denunciado as violações de direitos humanos no país, mas novos relatos indicam que a situação se agravou, especialmente entre os jovens.

As leis, que visam restringir a influência externa, foram implementadas em 2020 e incluem sanções rigorosas para quem consumir ou disseminar conteúdos considerados “reacionários”. Kim Ilhyuk, um desertor, descreve execuções públicas, onde cidadãos são fuzilados por crimes como assistir a séries sul-coreanas. Ele testemunhou a execução de um amigo de 22 anos, acusado de distribuir músicas e programas de TV estrangeiros.

A repressão se intensificou durante a pandemia, com um controle ainda mais rigoroso da população. Segundo um relatório da ONU, a aplicação da pena de morte aumentou significativamente na última década, com execuções realizadas até mesmo por consumir informações de países considerados hostis. O documento destaca que a Coreia do Norte permanece extremamente isolada, com a população sujeita a vigilância constante e restrições severas.

Além disso, a ONU aponta que o controle do governo sobre a vida dos cidadãos é o mais absoluto em décadas. As novas leis foram acompanhadas por um aumento nas campanhas ideológicas, especialmente voltadas para os jovens, que têm acesso a informações não oficiais, como filmes e músicas de países vizinhos. Essa exposição à cultura estrangeira é vista como uma ameaça ao regime.

Desertores como Seongyun Ryu, que fugiu em 2019, afirmam que a repressão está ligada à incapacidade do governo de cumprir promessas de prosperidade. Ele observa que, após um breve período de abertura econômica, o regime voltou a adotar medidas repressivas, intensificando a vigilância e a propaganda ideológica. A situação atual reflete um ciclo de controle que se agravou com a pandemia e a crescente insatisfação popular.

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