- Desde 2016, as Filipinas vivem uma sangrenta guerra contra as drogas sob o governo de Rodrigo Duterte, com estimativas de até 30.000 mortes.
- Duterte, atualmente detido no Tribunal Penal Internacional (ICC), é acusado de crimes contra a humanidade por supostamente orquestrar essa campanha.
- Muitos policiais envolvidos na guerra contra as drogas permanecem sem arrependimento, afirmando que as mortes eram justificadas e que “pessoas más” merecem morrer.
- Entrevistados pelo The Guardian, quatro policiais, incluindo ex-membros de esquadrões da morte, acreditam que o massacre foi justificado.
- Apesar das denúncias e da prisão de Duterte, a afeição por seu governo persiste entre muitos filipinos.
Guerra contra as drogas nas Filipinas: Policiais envolvidos permanecem sem arrependimento
Desde que Rodrigo Duterte assumiu o poder em 2016, as Filipinas testemunharam uma sangrenta guerra contra as drogas, com estimativas de até 30.000 mortes. Duterte, atualmente detido no Tribunal Penal Internacional (ICC), é acusado de crimes contra a humanidade por supostamente orquestrar essa campanha.
Policiais sem arrependimento
Apesar de Duterte aguardar julgamento no ICC, muitos dos policiais envolvidos na guerra contra as drogas permanecem sem arrependimento. Entrevistados pelo *The Guardian*, quatro policiais, incluindo ex-membros de esquadrões da morte, afirmam que as mortes eram justificadas e que “pessoas más” merecem morrer.
Afirmações chocantes
Os policiais entrevistados, que participaram de equipes que mataram cerca de 400 pessoas, incluindo em “vinganças” sem sentido, acreditam que o massacre foi justificado. “Pessoas más” merecem morrer, concordaram os policiais.
Afeto persistente
Apesar das denúncias e da prisão de Duterte, a afeição por seu governo persiste entre muitos filipinos. Um policial, que matou 47 pessoas, disse que precisava beber para dormir após as operações. “Imagine, eu matei 47 pessoas e posso apenas dormir? Não, eu estava bebendo, bebendo apenas para dormir,” disse um dos policiais.
Desafios para a justiça
Enquanto as famílias das vítimas buscam justiça, poucos policiais foram responsabilizados. A Comissão de Direitos Humanos das Filipinas está trabalhando para obter milhares de relatórios policiais relacionados, mas é um esforço complicado.
Perspectivas futuras
Qualquer tipo de reconhecimento nacional parece estar longe. Um estudo de fevereiro descobriu que apenas 51% dos filipinos acreditam que Duterte deve ser responsabilizado pelas mortes.
Reflexões finais
Embora alguns policiais expressem desilusão com o rumo que a guerra contra as drogas tomou, a maioria não demonstra arrependimento pelas ações realizadas. “O que fizemos é aos olhos de Deus e dos seres humanos – é ruim, sabe. Mas por outro lado, serve ao propósito,” disse um membro do esquadrão da morte.
Conclusão
A guerra contra as drogas nas Filipinas continua a ser um tema controverso e doloroso, com muitos policiais envolvidos mantendo suas posições sem arrependimento, enquanto o país busca justiça para as vítimas.
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