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Microsoft impede uso de tecnologia em vigilância em massa de palestinos

Microsoft suspendeu serviços da Unit 8200 após investigação do Guardian.

Unit 8200’s system collected millions of Palestinian civilian phone calls made each day in Gaza and the West Bank.
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  • A Microsoft bloqueou o uso da plataforma Azure pela unidade militar israelense Unit 8200, que armazenava e processava milhões de chamadas de palestinos em Gaza e na Cisjordânia.
  • A decisão seguiu uma investigação conjunta do *The Guardian*, +972 Magazine e Local Call, que revelou a colaboração entre a Microsoft e a Unit 8200.
  • A Microsoft afirmou que a Unit 8200 violou os termos de serviço ao armazenar dados de vigilância em sua plataforma.
  • Esta é a primeira vez que uma empresa de tecnologia dos EUA retira serviços fornecidos ao exército israelense desde o início da guerra em Gaza.
  • A decisão da Microsoft levou a protestos em frente às sedes da empresa nos Estados Unidos e na Europa.

Microsoft Bloqueia Acesso da Unidade Militar Israelense a Serviços de Nuvem

A Microsoft tomou uma decisão significativa ao bloquear a utilização de sua tecnologia pela unidade militar israelense Unit 8200. Essa unidade estava usando a plataforma Azure para armazenar e processar milhões de chamadas telefônicas de palestinos em Gaza e na Cisjordânia. A decisão foi anunciada após uma investigação conjunta do *The Guardian*, +972 Magazine e Local Call, que revelou a colaboração entre a Microsoft e a Unit 8200 em um projeto de coleta de dados sensíveis.

Investigação Revela Violação de Termos de Serviço

A Microsoft informou que a Unit 8200 havia violado os termos de serviço ao armazenar dados de vigilância em sua plataforma Azure. A empresa afirmou que não fornece tecnologia para facilitar a vigilância em massa de civis. A decisão de bloquear o acesso a serviços de nuvem e inteligência artificial foi tomada após uma análise interna e externa.

Impacto da Decisão

A decisão da Microsoft tem um impacto significativo, pois marca a primeira vez que uma empresa de tecnologia dos EUA retira serviços fornecidos ao exército israelense desde o início da guerra em Gaza. Essa ação levanta questões sobre a política de armazenar dados militares sensíveis em nuvens de terceiros localizadas no exterior.

Reações e Protestos

A revelação do uso da plataforma Azure para armazenar dados de vigilância levou a protestos em frente às sedes da Microsoft nos Estados Unidos e na Europa. Um grupo liderado por funcionários, chamado No Azure for Apartheid, exigiu o fim de todos os laços com o exército israelense.

Declaração da Microsoft

Brad Smith, vice-presidente e presidente da Microsoft, comunicou aos funcionários que a empresa havia “cessado e desativado um conjunto de serviços para uma unidade dentro do ministério da defesa de Israel”, incluindo serviços de armazenamento em nuvem e inteligência artificial. Smith enfatizou que a Microsoft “não fornece tecnologia para facilitar a vigilância em massa de civis”.

Consequências para a Unit 8200

A decisão da Microsoft encerra um período de três anos em que a Unit 8200 operava seu programa de vigilância usando a tecnologia da empresa. A unidade militar usava suas próprias capacidades de vigilância para interceptar e coletar chamadas, armazenando os dados em uma área personalizada dentro da plataforma Azure.

Análise do Projeto de Vigilância

O projeto de vigilância da Unit 8200 era tão abrangente que, segundo fontes, a unidade interna criou um mantra para capturar sua escala e ambição: “Um milhão de chamadas por hora”. O enorme repositório de chamadas interceptadas, que chegou a 8.000 terabytes de dados, estava armazenado em um centro de dados da Microsoft na Holanda. Após a publicação da investigação, a Unit 8200 transferiu rapidamente os dados para fora do país, planejando transferi-los para a plataforma de nuvem Amazon Web Services.

Reações e Desdobramentos

A decisão da Microsoft tem implicações significativas para a política de Israel de armazenar dados militares sensíveis em nuvens de terceiros. A revelação do uso da plataforma Azure para armazenar dados de vigilância levantou preocupações entre funcionários e investidores da Microsoft sobre o papel da empresa no conflito em Gaza. A decisão também destaca a dependência de Israel em serviços e infraestrutura de grandes empresas de tecnologia dos EUA para apoiar seu bombardeio de Gaza, que resultou em uma crise humanitária e de fome.

Conclusão

A Microsoft tomou uma decisão histórica ao bloquear o acesso da Unit 8200 aos seus serviços de nuvem e inteligência artificial. Essa ação reflete a posição da empresa de não facilitar a vigilância em massa de civis e levanta questões importantes sobre a política de armazenamento de dados militares sensíveis em nuvens de terceiros.

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