- A Venezuela registrou dez terremotos e 21 réplicas em sete horas na noite de 24 de setembro de 2025.
- Os tremores, com magnitudes entre 4,9 e 6,3, tiveram epicentro na cidade de Mene Grande, no Estado de Zulia.
- Moradores sentiram os abalos em várias regiões, incluindo Caracas e outros Estados, além de cidades da Colômbia próximas à fronteira.
- O governo mobilizou equipes de proteção civil e bombeiros para monitorar a situação e oferecer apoio à população.
- Apesar do pânico gerado, não há registros de mortos ou feridos até o momento.
A Venezuela registrou uma sequência de 10 terremotos e 21 réplicas ao longo de apenas 7 horas na noite desta quarta-feira, 24. Os abalos sísmicos foram sentidos em diversas regiões do país e chegaram a ultrapassar magnitude 6 na escala Richter, segundo informações do USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos). Apesar da intensidade, não há registro de mortos ou feridos até o momento.
Tremores fortes no noroeste
De acordo com o USGS, os terremotos ocorreram com magnitudes entre 4,9 e 6,3 e tiveram epicentro na cidade de Mene Grande, localizada no Estado de Zulia, uma importante região petrolífera no noroeste do país. As profundidades variaram entre 7,8 e 14 quilômetros, o que caracteriza tremores relativamente rasos e, portanto, com maior potencial de causar impacto em áreas povoadas.
Moradores relataram nas redes sociais que os abalos foram sentidos não apenas em Zulia, mas também em Caracas e em outros Estados venezuelanos, como Lara, Táchira, Mérida, Barinas, Aragua e Trujillo. Também houve relatos de tremores em cidades da Colômbia próximas à fronteira.
Resposta do governo
A vice-presidente Delcy Rodríguez declarou à emissora estatal Venezolana de Televisión que o presidente Nicolás Maduro determinou a mobilização imediata de equipes de proteção civil, bombeiros e da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB). O objetivo é monitorar os efeitos da sequência sísmica e oferecer apoio emergencial à população.
“O sistema nacional de proteção civil foi ativado em sua totalidade. Estamos acompanhando a situação em tempo real para proteger nosso povo”, disse Rodríguez.
O governador de Zulia, Luis Caldera, informou que as autoridades locais vão realizar inspeções em prédios públicos, hospitais, escolas e nas instalações de exploração petrolífera da região. Ele pediu calma à população e assegurou que, até o momento, não há registros de feridos.
Histórico sísmico
Embora situada em uma zona sísmica, a Venezuela não costuma registrar terremotos de grande magnitude com frequência. Os mais graves ocorreram há décadas: em julho de 1997, um tremor de magnitude 6,9 deixou 73 mortos em Cariaco, no Estado de Sucre. Já em 1967, um abalo de magnitude 6,7 em Caracas causou a morte de cerca de 300 pessoas, após quase um minuto de forte vibração.
Desde então, o país vinha registrando apenas eventos de menor impacto. Por isso, a sequência desta quarta-feira chamou a atenção de especialistas e autoridades, que avaliam os riscos de novos tremores nos próximos dias.
População em alerta
Apesar da ausência de vítimas, a sucessão de sismos provocou pânico entre moradores. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram pessoas deixando prédios durante a noite e se reunindo em áreas abertas.
Especialistas lembram que, em regiões de risco, a recomendação é buscar locais seguros, evitar elevadores e permanecer distante de janelas ou estruturas frágeis durante os tremores.
O governo venezuelano mantém equipes de resgate e monitoramento em campo e reforça que a população deve seguir apenas as informações oficiais para evitar pânico e desinformação.
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