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Ex-militar espanhol vai a julgamento por espionagem de Julian Assange

Após seis anos de investigação, juiz conclui processo sobre espionagem de Assange e encaminha David Morales para julgamento por revelação de segredos, suborno, falsidade documental e posse ilegal de armas. Morales, exmilitar e dono da UCE Global, ordenou gravações dentro da embaixada e controlava dois canais de transmissão.

Julian Assange, en una audiencia judicial en Estrasburgo, en octubre de 2024. Stephane Mahe (REUTERS)
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  • O juiz Santiago Pedraz concluiu uma investigação de seis anos sobre o espionaje de Julian Assange, encaminhando David Morales para julgamento por delitos de revelação de segredos, suborno, falsidade documental e posse ilegal de armas.
  • Morales, exmilitar e líder da empresa UCE Global, foi responsável pela segurança da Embaixada do Equador em Londres, onde Assange permaneceu recluso entre 2012 e 2019.
  • Morales é acusado de ordenar a gravação de conversas e informações dentro da embaixada e de ter controlado dois canais de transmissão para acesso em tempo real.
  • A investigação judicial também tentou determinar se a CIA era o receptor das informações coletadas, mas não foi possível responder devido a questões de segurança nacional.
  • O julgamento de Morales pode trazer mais luz sobre as práticas de vigilância e as relações entre empresas de segurança privada e agências de inteligência.

Exmilitar espanhol que espionou Assange é encaminhado a julgamento

O juiz Santiago Pedraz concluiu uma investigação de seis anos sobre o espionaje de Julian Assange, encaminhando David Morales para julgamento por delitos de revelação de segredos, suborno, falsidade documental e posse ilegal de armas. Morales, exmilitar e líder da empresa UCE Global, foi responsável pela segurança da Embaixada do Equador em Londres, onde Assange permaneceu recluso entre 2012 e 2019.

Investigação e acusações

Morales é acusado de ordenar a gravação de conversas e informações dentro da embaixada e de ter controlado dois canais de transmissão para acesso em tempo real. O juiz Pedraz apreciou indicios de delitos após uma investigação que se iniciou em 2019, quando uma reportagem do EL PAÍS revelou os áudios e vídeos gravados por funcionários da UCE Global.

Impacto e consequências

Após as revelações, Morales foi detido em julho de 2019 no aeroporto de Barcelona. Ele enfrenta um julgamento por sua responsabilidade no espionaje, ocultação de informações e fabricação de documentação falsa. A investigação judicial também tentou determinar se a CIA era o receptor das informações coletadas.

Desdobramentos

A querella apresentada em Nova York contra Mike Pompeo, ex-diretor da CIA, concluiu que não se podia responder à pergunta sobre o receptor das informações, pois isso poderia comprometer a segurança nacional dos EUA. Morales também é investigado por outros delitos na Audiência Nacional.

Importância do caso

O caso destaca a complexidade das operações de espionagem e as implicações éticas e legais envolvidas. O julgamento de Morales pode trazer mais luz sobre as práticas de vigilância e as relações entre empresas de segurança privada e agências de inteligência.

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