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Presidente de Madagascar dissolve governo em meio a protestos liderados por jovens

Presidente de Madagascar dissolve governo após protestos de jovens por cortes de água e energia. Pelo menos 22 mortes e mais de 100 feridos. Rajoelina pede desculpas e anuncia novo governo.

Police fired teargas to disperse the crowd after authorities declared a dusk-to-dawn curfew last week. Photograph: Henitsoa Rafalia/EPA
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  • O presidente de Madagascar, Andry Rajoelina, dissolveu o governo após protestos liderados pela juventude devido a cortes de água e energia.
  • As manifestações, que duraram três dias, resultaram em 22 mortes e mais de 100 feridos, segundo a ONU.
  • Rajoelina pediu desculpas pelo fracasso do governo em resolver os problemas e anunciou a formação de um novo governo após a submissão de candidaturas para o cargo de primeiro-ministro.
  • A polícia respondeu aos protestos com gás lacrimogêneo e balas de borracha, e a ONU atribuiu algumas das mortes à “resposta violenta” das forças de segurança.
  • Madagascar, uma das nações mais pobres do mundo, tem uma história de frequentes protestos populares desde a independência em 1960.

**Madagascar enfrenta crise política após protestos**

O presidente Andry Rajoelina dissolveu o governo em resposta a protestos liderados pela juventude devido a cortes de água e energia. As manifestações, que se espalharam por três dias, resultaram em pelo menos 22 mortes e mais de 100 feridos, segundo a ONU. Rajoelina pediu desculpas pelo fracasso do governo em resolver os problemas e anunciou que um novo governo será formado após a submissão de candidaturas para o cargo de primeiro-ministro.

**Protestos generalizados**

As manifestações começaram após cortes de água e energia, inspirando-se em protestos da geração Z em outros países. As manifestações são as maiores que Madagascar tem visto em anos. O presidente reconheceu a angústia da população e pediu desculpas pelo fracasso do governo.

**Violência e resposta policial**

A polícia respondeu com força, usando gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar as multidões. A ONU atribuiu algumas das mortes à “resposta violenta” das forças de segurança. O governo de Madagascar rejeitou as cifras de mortes da ONU, alegando que os dados não são confiáveis.

**Desdobramentos políticos**

Rajoelina anunciou que receberá candidaturas para o cargo de primeiro-ministro nos próximos três dias. Ele prometeu criar espaço para diálogo com os jovens e medidas para apoiar as empresas afetadas pelo saque. A dissolução do governo é um passo significativo em meio à crescente pressão popular.

**Contexto histórico**

Madagascar, uma das nações mais pobres do mundo, tem uma história de frequentes protestos populares desde a independência em 1960. Rajoelina, que assumiu o poder em 2009, foi reeleito em 2023, após uma eleição contestada por irregularidades. Este é o desafio mais sério que ele enfrenta desde que retomou o poder.

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