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EUA perdem 154 mil servidores em fuga de cérebros

Mais de 150 mil funcionários federais deixarão o governo dos EUA nesta semana após aderirem a um programa de demissão voluntária. O êxodo é o maior em um único ano em quase 80 anos. Especialistas alertam que a perda de conhecimento especializado pode afetar áreas como previsão do tempo, segurança alimentar e projetos espaciais.

© JONATHAN ERNST
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  • Nesta semana, mais de 150 mil funcionários federais deixarão a folha de pagamento do governo dos Estados Unidos após aderirem a um programa de demissão voluntária. É o maior êxodo de funcionários públicos em um ano em quase 80 anos.
  • As demissões, que começam nesta terça-feira (30), são parte de um esforço do presidente Donald Trump para reduzir a força de trabalho federal.
  • Especialistas alertam que a perda de conhecimento especializado pode dificultar o trabalho de várias agências, afetando áreas como previsão do tempo, segurança alimentar, programas de saúde e projetos espaciais.
  • No Serviço Nacional de Meteorologia, cerca de 200 pessoas foram demitidas, causando a perda da equipe técnica que faz a manutenção dos equipamentos de previsão e de muitos meteorologistas experientes.
  • Cerca de 4 mil funcionários da Nasa, a agência espacial norte-americana, aderiram aos dois programas de demissão voluntária oferecidos pelo governo Trump em janeiro e abril.

Maior êxodo de funcionários públicos em um ano marca saída de 154 mil servidores dos EUA

Nesta semana, mais de 150 mil funcionários federais deixarão a folha de pagamento do governo dos Estados Unidos após aderirem a um programa de demissão voluntária. É o maior êxodo de funcionários públicos em um único ano em quase 80 anos. As demissões, que começam nesta terça-feira (30), são parte de um esforço do presidente Donald Trump para reduzir a força de trabalho federal.

Perda de conhecimento especializado

Especialistas alertam que a perda de conhecimento especializado pode dificultar o trabalho de várias agências, afetando áreas como previsão do tempo, segurança alimentar, programas de saúde e projetos espaciais. Don Moynihan, professor da Ford School of Public Policy da Universidade de Michigan, disse que a fuga de cérebros de tantos funcionários públicos experientes será difícil de reverter.

Impacto em diversas áreas

A perda de conhecimento especializado está dificultando o trabalho de muitas agências e o atendimento ao público norte-americano. No Serviço Nacional de Meteorologia, cerca de 200 pessoas foram demitidas, causando a perda da equipe técnica que faz a manutenção dos equipamentos de previsão e de muitos meteorologistas experientes.

Histórico de cortes

O ex-presidente democrata Bill Clinton detém o recorde pós-Segunda Guerra Mundial de redução de empregos no governo, mas isso ocorreu durante os oito anos completos de seus dois mandatos. Ao mesmo tempo, porém, uma economia em alta e um boom tecnológico produziram mais de 22 milhões de empregos no setor privado durante o mandato de Clinton, e seus cortes na força de trabalho federal não deixaram nenhuma marca visível no mercado de trabalho em geral.

Fuga de cérebros na Nasa

Cerca de 4 mil funcionários da Nasa, a agência espacial norte-americana, aderiram aos dois programas de demissão voluntária oferecidos pelo governo Trump em janeiro e abril. Cheryl Warner, porta-voz da Nasa, afirmou que a agência está buscando uma ‘era de ouro’ de exploração e inovação, inclusive para a Lua e Marte.

Iniciativa de Trump e Musk

As demissões voluntárias, aceitas por 154 mil trabalhadores, foram parte de uma iniciativa mais ampla de Trump e de seu ex-conselheiro bilionário Elon Musk, que argumentaram que a força de trabalho federal havia se tornado muito grande e muito ineficiente. Os democratas da oposição dizem que os cortes foram indiscriminados.

Gasto com funcionários civis

O governo dos EUA gastou US$ 359 bilhões em salários e benefícios de funcionários civis no ano orçamentário de 2023, de acordo com os números publicados recentemente.

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