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Trump aguarda resposta do Hamas sobre plano de paz

Trump espera resposta do Hamas em três ou quatro dias sobre plano de paz para a Faixa de Gaza.

© REUTERS/Eric Thayer/Proibida reprodução
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  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou um plano de paz de 21 pontos para a Faixa de Gaza, com o objetivo de pôr fim à guerra. O plano foi apresentado na segunda-feira (29) na Casa Branca, com o apoio do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e de países árabes e muçulmanos.
  • Trump anunciou que vai esperar três ou quatro dias pela resposta do Hamas ao seu plano de paz. O Hamas ainda não reagiu oficialmente ao plano. Trump ameaçou o Hamas com o “inferno” se não aceitarem o plano.
  • O Catar prometeu trabalhar conjuntamente com os EUA e Israel pela paz. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou a todas as partes para aceitarem o plano de Trump.
  • O plano de paz prevê um cessar-fogo, a libertação em 72 horas dos reféns mantidos pelo Hamas, o desarmamento do movimento islâmico que governa Gaza desde 2007, a retirada gradual do exército israelense, o envio de uma força internacional e o estabelecimento de uma autoridade de transição.
  • O apoio internacional ao plano cresceu, apesar das críticas de alguns analistas. O apoio dos países árabes pode significar um isolamento do grupo palestino.

Líderes mundiais aguardam resposta do Hamas ao plano de paz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou um plano de paz de 21 pontos para a Faixa de Gaza, com o objetivo de pôr fim à guerra. O plano foi apresentado na segunda-feira (29) na Casa Branca, com o apoio do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e de países árabes e muçulmanos. Trump anunciou que vai esperar três ou quatro dias pela resposta do Hamas ao seu plano de paz. O Hamas ainda não reagiu oficialmente ao plano. Trump ameaçou o Hamas com o “inferno” se não aceitarem o plano. O Catar prometeu trabalhar conjuntamente com os EUA e Israel pela paz. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou a todas as partes para aceitarem o plano de Trump.

Plano de paz de Trump prevê cessar-fogo e libertação de reféns

O plano de paz apresentado por Trump prevê um cessar-fogo, a libertação em 72 horas dos reféns mantidos pelo Hamas, o desarmamento do movimento islâmico que governa Gaza desde 2007, a retirada gradual do exército israelense, o envio de uma força internacional e o estabelecimento de uma autoridade de transição. Segundo a proposta, quando todos os reféns forem libertados, Israel libertará 250 palestinos que cumprem penas de prisão perpétua e 1,7 mil habitantes de Gaza que foram detidos após o início da guerra.

Reações internacionais ao plano de paz

O apoio internacional ao plano do presidente norte-americano cresceu, apesar das críticas de alguns analistas, para quem ter deixado o grupo radical Hamas de fora de sua elaboração foi uma opção ruim. O Catar – que tradicionalmente apoia as negociações com o Hamas – prometeu trabalhar conjuntamente com os EUA e Israel pela paz. O apoio dos países árabes ao plano pode significar um isolamento do grupo palestino. O secretário-geral das Nações Unidas apelou a todas as partes para aceitarem o plano de Trump. “Agora é crucial que todas as partes se comprometam com este acordo e com sua implementação”, acrescentou António Guterres, elogiando o plano e o “importante papel dos países árabes e muçulmanos” para concretizá-lo.

Reações em Gaza ao plano de paz

Enquanto os países ocidentais e árabes e a própria Autoridade Palestina manifestaram otimismo com a implementação do plano, prometendo colaborar com os EUA, os palestinos reagiram com ceticismo. Para eles, a ausência do Hamas das negociações e a exigência de que o grupo renuncie ao governo da Faixa de Gaza podem comprometê-lo. “Não é realista”, disse um habitante de Gaza. Apesar de aguardar ainda pela resposta do Hamas, Donald Trump insistiu que merece o Prêmio Nobel da Paz pelos seus esforços. O contrário seria um “insulto” aos Estados Unidos, disse ele. “Vão dar o prêmio para alguém que não fez absolutamente nada”, disse o presidente norte-americano. “Seria um grande insulto ao nosso país”.

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