- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu ao Hamas um ultimato de três ou quatro dias para responder ao seu plano de paz para Gaza, ameaçando consequências severas caso rejeitem a proposta.
- O plano exige o desarmamento do Hamas, a liberação de reféns israelenses e a retirada gradual das forças militares israelenses.
- Vários países, incluindo Turquia, Egito e Catar, apoiaram o plano e podem pressionar o Hamas a aceitá-lo.
- A Autoridade Palestina deu as boas-vindas aos esforços de Trump, mas facções palestinas aliadas ao Hamas rejeitaram inicialmente o plano.
- O conflito continua em Gaza, com o avanço de tanques israelenses em Gaza City e bombardeios intensos em distritos residenciais.
Trump dá ultimato ao Hamas para responder ao plano de paz para Gaza
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu ao Hamas um ultimato de três ou quatro dias para responder ao seu plano de paz para Gaza, ameaçando consequências severas caso rejeitem a proposta. O plano exige o desarmamento do Hamas, a liberação de reféns israelenses e a retirada gradual das forças militares israelenses.
Trump advertiu que o grupo militante “pagará no inferno” se não aceitar o acordo. O plano de Trump, anunciado em uma coletiva de imprensa em Washington, busca um fim definitivo à guerra de dois anos entre Israel e Hamas.
Países apoiam o plano
Vários países, incluindo Turquia, Egito e Catar, apoiaram o plano e podem pressionar o Hamas a aceitá-lo. O plano também prevê a instalação de uma autoridade transitória em Gaza, liderada por Trump, para supervisionar a administração e a reconstrução do território.
Reações iniciais
Hamas ainda não respondeu oficialmente, mas fontes indicam que o grupo está revisando a proposta internamente e com facções palestinas aliadas. O plano exige que Israel liberte quase 2.000 prisioneiros palestinos, incluindo muitos com sentenças perpétuas.
Desdobramentos
A Autoridade Palestina, que exerce autoridade parcial sobre partes da Cisjordânia ocupada por Israel, deu as boas-vindas aos esforços de Trump. No entanto, facções palestinas aliadas ao Hamas rejeitaram inicialmente o plano, considerando-o “completamente tendencioso a favor de Israel” e impondo “condições impossíveis” que visam eliminar o grupo.
Impacto na região
A proposta de Trump foi recebida com apoio por vários líderes internacionais, incluindo Alemanha, França e Rússia. Países como Paquistão, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Indonésia, Turquia, Arábia Saudita, Catar e Egito emitiram uma declaração conjunta apoiando o plano e expressando disposição para trabalhar com os EUA e outros para garantir a paz.
Situação em Gaza
Enquanto isso, o conflito continua em Gaza, com o avanço de tanques israelenses em Gaza City e bombardeios intensos em distritos residenciais. O número de mortes causadas pela fome e desnutrição em Gaza aumentou para 453, incluindo 150 crianças, segundo autoridades de saúde. A guerra começou após o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, que resultou na morte de 1.219 pessoas, a maioria civis, e na captura de mais de 250 reféns. A ofensiva israelense reduziu grande parte de Gaza a escombros e matou 66.055 palestinos, também principalmente civis.
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