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Brasileiros permanecem sem comunicação após detenção em Israel

Ativistas brasileiros detidos em Israel seguem incomunicáveis após 24 horas, sem acesso a advogados ou ao consulado. Itamaraty tenta contato

© Reuters/Mohammed Mdalla/Proibida reprodução
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  • Ativistas brasileiros da flotilha Global Sumud foram detidos por Israel ao tentarem chegar a Gaza e, após 24 horas, permanecem incomunicáveis.
  • O Itamaraty não conseguiu acesso aos doze brasileiros detidos no porto de Ashdod, apesar das tentativas de contato.
  • Os detidos não têm acesso a advogados ou ao consulado, segundo Lara Souza, coordenadora da delegação.
  • Israel justificou a proibição de contato devido ao feriado de Yom Kippur, que dificultou os procedimentos.
  • Além dos doze brasileiros, há dois integrantes da flotilha, cuja detenção não foi confirmada por Israel. A embaixada brasileira espera retomar os contatos a partir de sexta-feira, 3 de outubro.

Integrantes da flotilha Global Sumud que tentavam chegar a Gaza foram detidos por Israel e, após 24 horas, continuam incomunicáveis. O Itamaraty não conseguiu acesso aos 12 brasileiros detidos no porto de Ashdod, mesmo após tentativas de contato. A situação levanta preocupações sobre a falta de suporte diplomático.

De acordo com Lara Souza, coordenadora da delegação e esposa do ativista Thiago Ávila, os detidos não tiveram acesso a advogados ou à embaixada brasileira. O acesso foi negado, mesmo após a informação de que os ativistas estariam sendo interrogados. A advogada designada para o caso ainda não conseguiu retorno sobre a situação.

A proibição de contato foi justificada por Israel devido ao feriado de Yom Kippur, o que teria dificultado os procedimentos regulares. Além dos 12 brasileiros confirmados como detidos, há outros dois integrantes da flotilha, João Aguiar e Miguel de Castro, cuja detenção não foi confirmada por Israel. A embaixada brasileira espera retomar os contatos a partir de sexta-feira, 3 de outubro.

A flotilha, composta por cerca de 500 pessoas, foi interceptada em águas internacionais pelas forças israelenses. A situação continua a ser monitorada, mas a falta de comunicação gera incertezas sobre o bem-estar dos detidos e a possibilidade de assistência consular.

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