- Milhares de ativistas se reuniram em São Paulo neste domingo para exigir a libertação de ativistas detidos por Israel.
- O protesto foi motivado pela interceptação da Flotilha Global Sumud, que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza.
- Entre os detidos, estão 11 brasileiros, e o governo brasileiro considerou a ação israelense uma violação do direito internacional.
- Os manifestantes pedem medidas mais enérgicas contra Israel, incluindo o rompimento de relações diplomáticas.
- A Flotilha Global Sumud contava com cerca de 50 embarcações e 461 ativistas, e todos os barcos foram abordados pela marinha israelense.
Em um protesto massivo realizado no centro de São Paulo, milhares de ativistas se reuniram neste domingo para exigir a libertação de ativistas detidos por Israel. O ato foi motivado pela recente interceptação da Flotilha Global Sumud, que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Os manifestantes criticaram a postura do governo brasileiro, pedindo medidas mais enérgicas contra Israel, incluindo o rompimento de relações diplomáticas.
Entre os detidos, estão 11 brasileiros, o que gerou uma forte reação do governo brasileiro, que considerou a ação israelense uma violação do direito internacional. O Ministério das Relações Exteriores declarou que Israel deve ser responsabilizado por qualquer ato ilegal e violento contra os ativistas. Os manifestantes, que marcharam da Avenida Paulista até a Praça Roosevelt, também chamaram a atenção para a violência da marinha israelense durante a abordagem aos ativistas.
Reivindicações e Solidariedade
Os participantes do protesto, que incluíam representantes de partidos políticos e organizações estudantis, expressaram sua solidariedade à causa palestina. Ziad Saifi, comerciante de origem libanesa, afirmou que o ato visava lutar pela liberdade e pelo fim do genocídio na Palestina. O jornalista Bernardo Cerdeira destacou a necessidade de o governo Lula romper relações com Israel, considerando inaceitável a continuidade das exportações brasileiras para um estado que ele classifica como genocida.
Os manifestantes também relembraram a figura de Yasser Arafat, líder histórico da luta palestina, e a resistência do povo palestino contra o colonialismo. Sol, um jovem de 19 anos, ressaltou que a luta palestina representa a resistência anticolonial em nível global.
Flotilha Global Sumud
A Flotilha Global Sumud, que foi interceptada por Israel, contava com cerca de 50 embarcações e 461 ativistas de várias partes do mundo. O objetivo da ação era levar doações de alimentos e medicamentos à Faixa de Gaza, onde a população enfrenta sérias dificuldades devido ao bloqueio. Todos os barcos foram abordados pela marinha israelense, resultando na detenção de seus tripulantes, o que gerou indignação internacional.
A ativista norueguesa Greta Thunberg, que estava a bordo, teria sido agredida durante a abordagem, um ato que chocou muitos e evidenciou a gravidade da situação. A professora aposentada Marta da Silva Mendes, presente no protesto, destacou a importância de defender os ativistas e as vítimas do que chamou de genocídio.
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