- Trabalhadores da Coreia do Norte estão se infiltrando em empresas de tecnologia ocidentais e passaram a atuar na área de arquitetura e engenharia civil, oferecendo serviços como freelancers com desenhos 2D/3D e identidades falsas.
- A Kela, empresa de cibersegurança, identificou currículos falsos e planos arquitetônicos para propriedades nos EUA, além de selos e carimbos que podem servir como certificação legal para atender normas locais de construção.
- Plataformas de trabalho freelance têm sido usadas para propostas de serviços, com alegação de profissionais licenciados em diversos estados dos EUA; um anúncio citado afirma que é possível fornecer todos os documentos de construção e ajudar a obter permissões.
- A Kela informou o FBI e outras autoridades sobre as descobertas; estima-se que esses trabalhadores gerem entre 250 milhões e 600 milhões de dólares por ano para o regime norte-coreano, financiar programas nucleares e violar sanções.
- Especialistas, como Michael Barnhart, alertam sobre a qualidade duvidosa do trabalho arquitetônico, o que pode impactar a segurança de estruturas; as operações também envolvem atendimento ao cliente e contabilidade, indicando aumento de sofisticação e alcance das táticas.
Trabalhadores da Coreia do Norte estão se infiltrando em empresas de tecnologia ocidentais, agora expandindo suas atividades para a área de arquitetura e engenharia civil. Uma nova análise de contas e arquivos expostos revelou que um grupo tem atuado como freelancers, oferecendo serviços de design arquitetônico, incluindo desenhos 2D e 3D, e utilizando identidades falsas.
A análise, realizada pela empresa de cibersegurança Kela, mostra que esses operativos criaram currículos falsos e planos arquitetônicos para propriedades nos Estados Unidos. Além disso, foram identificados selos e carimbos que podem servir como certificação legal, permitindo que os desenhos atendam às normas locais de construção.
Estrutura de Operação
Os trabalhadores norte-coreanos têm utilizado plataformas de trabalho freelance para oferecer seus serviços. Documentos analisados incluem propostas de serviços arquitetônicos, alegando que os profissionais são licenciados em diversos estados dos EUA. Um exemplo de anúncio diz: “Podemos fornecer todos os documentos de construção e ajudar a obter permissões”.
A Kela reportou suas descobertas ao FBI e a outras autoridades. Estima-se que esses trabalhadores gerem entre 250 milhões e 600 milhões de dólares por ano para o regime norte-coreano, contribuindo para programas de armas nucleares e esforços de evasão de sanções.
Consequências e Preocupações
As implicações dessas atividades são alarmantes. Especialistas, como Michael Barnhart, alertam para a qualidade duvidosa do trabalho arquitetônico produzido, que pode impactar a segurança de estruturas construídas. Barnhart destaca que planos e projetos realizados por esses operativos têm recebido críticas negativas, levantando questões sobre a segurança de construções resultantes desses serviços.
As operações de infiltração vão além da arquitetura, incluindo funções como atendimento ao cliente e contabilidade. Essas atividades revelam um padrão crescente de complexidade e sofisticação nas táticas utilizadas pelos trabalhadores norte-coreanos, indicando que o fenômeno pode ser mais amplo do que se imaginava.
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