- Em 1933, Adolf Hitler chega ao poder na Alemanha e institui um regime que censura imprensa, universidades e cultura; reconhecimentos internacionais não alinhados com o Reich eram vistos como afronta.
- Em 1935, o jornalista Carl von Ossietzky, ex-militar e pacifista, recebe o Nobel da Paz enquanto estava preso em campo de concentração, denunciando a reconstituição militar alemã e violando o Tratado de Versalhes.
- Hitler proíbe que alemães aceitassem o Nobel e cria o Prêmio Nacional Alemão de Arte e Ciência para premiar feitos ao serviço do regime; entre 1938 e 1939 alguns laureados não receberam as medalhas.
- A mobilização internacional em defesa de Ossietzky contou com nomes como Albert Einstein e Aldous Huxley, mas o governo nazista ignorou os apelos; em 1936 ele ganhou permissão para tratamento médico, mas ficou sob vigilância.
- Ossietzky morreu em 1938 sem ter recebido o prêmio em Oslo; entre 1938 e 1939 três pesquisadores alemães foram laureados, mas não puderam aceitar as medalhas de imediato (Richard Kuhn, Adolf Butenandt e Gerhard Domagk), recebendo-as apenas após a Segunda Guerra; eles perderam o prêmio em dinheiro equivalente a R$ 3 milhões hoje.
Adolf Hitler chegou ao poder na Alemanha em 1933, instaurando um regime que censurou a imprensa, universidades e a cultura. Sob sua liderança, qualquer reconhecimento internacional que não estivesse alinhado com os interesses do Reich era considerado uma afronta. Em 1935, o jornalista Carl von Ossietzky foi premiado com o Nobel da Paz, enquanto estava preso em um campo de concentração.
Ossietzky, ex-militar e pacifista, denunciou a reconstituição militar da Alemanha, violando o Tratado de Versalhes. Após ser condenado por traição, ele foi torturado e debilitado pela tuberculose. Ao saber do prêmio, Hitler reagiu com fúria, proibindo que qualquer alemão aceitasse o Nobel. Para contrabalançar, criou o Prêmio Nacional Alemão de Arte e Ciência, destinado a premiar feitos que servissem ao regime.
A mobilização internacional em favor de Ossietzky incluiu figuras como Albert Einstein e Aldous Huxley, mas o governo nazista ignorou os apelos. Em 1936, ele recebeu permissão para se tratar em um hospital, mas continuou sob vigilância. O jornalista faleceu em 1938, sem nunca ter recebido o prêmio em Oslo, tornando-se um símbolo da perseguição intelectual do nazismo.
Entre 1938 e 1939, três pesquisadores alemães foram laureados com o Nobel, mas não puderam aceitar as medalhas. Richard Kuhn, Adolf Butenandt e Gerhard Domagk foram premiados, mas receberam suas medalhas e diplomas apenas após a Segunda Guerra. Eles perderam o prêmio em dinheiro, equivalente a R$ 3 milhões hoje.
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