- Israel e Hamas assinaram um acordo de paz que aguarda aprovação do governo de Benjamin Netanyahu.
- O pacto prevê a liberação de 1.950 prisioneiros palestinos em troca de 48 reféns israelenses.
- A reunião do gabinete de Segurança de Israel está marcada para esta tarde, onde o acordo poderá ser ratificado.
- Apesar do acordo, a situação humanitária em Gaza é crítica, com cerca de 67.200 mortos e 169.900 feridos desde o início do conflito.
- O ministro de Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, anunciou que votará contra o acordo, refletindo divisões internas no governo.
O conflito entre Israel e Hamas, que já dura décadas, teve um novo desdobramento com a assinatura de um acordo de paz. O pacto, que aguarda a aprovação do governo de Benjamin Netanyahu, prevê a liberação de 1.950 prisioneiros palestinos em troca de 48 reféns israelenses. A reunião do gabinete de Segurança de Israel está marcada para esta tarde, quando o acordo poderá ser ratificado.
O acordo, que faz parte de um plano de paz mais amplo, foi confirmado por fontes egípcias e é visto como um passo importante para a estabilização da região. O exército israelense se compromete a iniciar uma retirada parcial e a suspender os ataques em Gaza nas primeiras 24 horas após a aprovação do pacto. A expectativa é que os reféns sejam liberados entre o próximo domingo e segunda-feira.
Crise Humanitária em Gaza
Apesar do acordo, a situação em Gaza continua crítica. Nos últimos dias, a ofensiva israelense resultou na morte de pelo menos dez pessoas na faixa. Desde o início do conflito, as autoridades de saúde de Gaza relatam cerca de 67.200 mortos, a maioria civis, e aproximadamente 169.900 feridos. As condições humanitárias na região são alarmantes, e a comunidade internacional observa com preocupação.
Líderes mundiais, incluindo o presidente da Espanha, Pedro Sánchez, expressaram esperança de que o acordo possa ser o início de uma paz duradoura. O secretário-geral da ONU, António Guterres, também se manifestou, afirmando que a organização apoiará a implementação do plano e a entrada de ajuda humanitária em Gaza.
Reações ao Acordo
No entanto, o pacto enfrenta resistência interna. O ministro de Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, anunciou que votará contra o acordo. A divisão entre os membros do governo israelense reflete a complexidade da situação e a dificuldade em alcançar um consenso que satisfaça todas as partes envolvidas. A reunião em Paris, que contará com a presença de países árabes e europeus, será um momento crucial para discutir os próximos passos após a assinatura do acordo.
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