- Kim Jong-un celebrou oitenta anos do Partido dos Trabalhadores no Estádio Rungrado Primeiro de Maio, em Pyongyang, ressaltando a ausência de erros na gestão ao longo das oito décadas.
- A cerimônia contou com líderes estrangeiros, incluindo Li Qiang, Dmitri Medvedev e To Lam, com encontros bilaterais entre Kim e cada um deles; não houve desfile militar conforme a imprensa estatal.
- No discurso, o líder norte-coreano afirmou que as linhas do Partido não tiveram erro nem equívoco, destacando que as diretrizes atenderam às necessidades do povo e exaltando a fundação histórica do partido e a suposta superioridade do socialismo norte-coreano.
- Kim afirmou disposição para dialogar com os Estados Unidos, desde que Washington abandone a exigência de desnuclearização; Donald Trump também demonstrou interesse em retomar conversas.
- O momento ocorre em meio a sinais de uma possível abertura diplomática, com recente participação de Kim em um desfile na China, reunindo-se a Xi Jinping e Vladimir Putin e fortalecendo laços com os dois, sugerindo maior interação no cenário internacional.
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, comemorou os 80 anos do Partido dos Trabalhadores, enfatizando a ausência de erros em sua gestão. O evento ocorreu no Estádio Rungrado Primeiro de Maio, em Pyongyang, e contou com a presença de líderes internacionais, como o primeiro-ministro da China, Li Qiang, o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitri Medvedev, e o secretário-geral do Partido Comunista do Vietnã, To Lam.
Durante seu discurso, Kim declarou que “não houve nenhum erro nem equivocação nas linhas do Partido” ao longo das oito décadas, ressaltando que as diretrizes refletem as necessidades do povo. Ele também destacou a importância histórica da fundação do Partido, que, segundo ele, demonstrou a superioridade do socialismo norte-coreano.
Encontros Bilaterais
O evento incluiu encontros bilaterais entre Kim e os líderes estrangeiros presentes. A imprensa estatal não mencionou um desfile militar, que era aguardado para a celebração. O discurso de Kim também abordou a defesa nuclear do país, que ele justificou como uma estratégia para proteger a ideologia e o sistema social, especialmente após os desafios enfrentados nos anos 90.
Além disso, Kim expressou a disposição de dialogar com os Estados Unidos, desde que Washington abandone a insistência na desnuclearização da Coreia do Norte. O presidente Donald Trump também manifestou interesse em retomar conversas, lembrando a relação cordial mantida durante seu primeiro mandato.
Contexto Atual
Essas comemorações ocorrem em um momento em que a Coreia do Norte parece buscar uma nova abertura diplomática. Recentemente, Kim participou de um desfile militar na China, onde se reuniu com mais de 20 líderes internacionais, reforçando laços com Xi Jinping e Vladimir Putin. A situação atual sugere que o país está se preparando para um cenário de maior interação no cenário global, apesar das tensões históricas.
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