- Na madrugada de 10 de outubro, Rússia lançou 465 drones e 32 mísseis em várias regiões da Ucrânia, causando a morte de uma criança em Zapórijia, dezenas de feridos e apagões em pelo menos nove regiões, incluindo Kiev.
- Em Kiev, a margem esquerda do rio Dnipro ficou sem luz e parcialmente sem água; o prefeito Vitali Klitschko informou que serviços técnicos trabalham para restaurar o abastecimento; doze pessoas ficaram feridas na capital.
- O presidente ucraniano Volodímir Zelenski disse que a ofensiva segue uma estratégia russa já empregada antes, com a aproximação do inverno, mas a Ucrânia está mais preparada e com melhorias nas capacidades ofensivas e defensivas.
- Dados da Bloomberg apontam que cerca de 60% da capacidade de produção de gás da Ucrânia foi destruída, levando a importação de 30% a mais de gás para enfrentar o ataque.
- A crise de combustível envolve a necessidade de importar cerca de 4.400 milhões de metros cúbicos de gás até março de 2026, a um custo estimado de 2.000 milhões de euros; a destruição de unidades de processamento de petróleo em gasolina e diesel complica a substituição das instalações na Rússia.
Na madrugada desta sexta-feira, 10 de outubro, a Rússia lançou 465 drones e 32 mísseis em várias regiões da Ucrânia, resultando na morte de uma criança em Zapórijia e deixando dezenas de feridos. O ataque causou apagões em pelo menos nove regiões, incluindo a capital, Kiev, onde a infraestrutura energética foi severamente afetada.
O presidente ucraniano, Volodímir Zelenski, informou que a ofensiva se alinha a uma estratégia russa já utilizada anteriormente, especialmente com a chegada do inverno. Entretanto, a Ucrânia tem se mostrado mais preparada, com melhorias nas suas capacidades ofensivas e defensivas. Desde agosto, quase 50% das refinerias russas foram atingidas, resultando em uma crise de combustível na Rússia.
Impactos em Kiev e Outras Regiões
Em Kiev, a margem esquerda do rio Dnipro ficou sem luz e parcialmente sem água. O prefeito Vitali Klitschko relatou que os serviços técnicos estão trabalhando para restaurar o fornecimento. Os cortes de energia também afetaram as regiões de Donetsk, Chernihiv, Cherkasi, Járkov, Sumi, Poltava, Odesa e Dnipró. Ao todo, doze pessoas ficaram feridas na capital.
Zelenski denunciou que a infraestrutura civil e energética é o principal alvo dos ataques russos, especialmente com a aproximação do inverno. De acordo com dados da *Bloomberg*, cerca de 60% da capacidade de produção de gás da Ucrânia foi destruída, levando à necessidade de importação de 30% a mais de gás para enfrentar a ofensiva russa.
Crise de Combustível
O impacto dos ataques já é visível nas gasolineras, onde o preço do combustível atingiu níveis recordes, tanto na Rússia quanto nas áreas invadidas, como em Donetsk. A ministra da Energia da Ucrânia, Svitlana Hrynchuk, anunciou que o país precisará importar cerca de 4.400 milhões de metros cúbicos de gás até março de 2026, o que representa um custo aproximado de 2.000 milhões de euros.
A destruição das unidades que processam petróleo em gasolina e diesel representa um grande desafio para a Rússia, que enfrenta dificuldades para substituir essas instalações devido ao regime de sanções. A situação continua a se agravar, refletindo a intensidade do conflito em andamento.
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