- Reyes Rigo, a única espanhola da Flotilha Global Sumud ainda detida em Israel, retornou à Espanha neste sábado após acordo com a Fiscalía de Beersheba; tinha 56 anos.
- A ativista declarou-se culpada de dois delitos de agressão contra uma funcionária de prisões e recebeu multa de 2.600 euros; deportação é prevista.
- O Ministério Público havia pedido prisão preventiva, e a acusação envolve agressão a uma enfermeira, embora Rigo tenha negado ter mordido a funcionária; a deportação pode ser realizada por voo direto de Tel Aviv ou por terra via Jordânia.
- Durante a detenção, a ativista alegou ter atuado em defesa própria e de outra pessoa; relatos de violência contra ela foram apresentados por outros participantes, mas a polícia disse não ter registros.
- O caso acontece em um contexto de denúncias de abusos por parte de outros ativistas, com expulsões de mais de 460 indivíduos, incluindo 48 espanhóis, levantando questões sobre transparência do processo em Israel.
Reyes Rigo, a única espanhola da Flotilha Global Sumud ainda retida em Israel, retornou à Espanha neste sábado após um acordo com a Fiscalía de Beersheba. A ativista, de 56 anos, declarou-se culpada de dois delitos de agressão contra uma funcionária de prisões, resultando em uma multa de 2.600 euros.
O Ministério Público havia pedido prisão preventiva, o que complicou sua situação. Rigo foi acusada de agredir uma enfermeira, embora ela sempre tenha negado ter mordido a funcionária. O acordo permite sua deportação, que pode ocorrer via voo direto de Tel Aviv ou por terra, através da Jordânia.
Detalhes do Caso
Durante sua detenção, Rigo alegou ter agido em defesa própria e de outra ativista durante um confronto com os guardas. Outros participantes da flotilha relataram que a ativista foi retirada de sua cela com violência, sendo arrastada pelos cabelos. A defesa solicitou imagens do incidente, mas a polícia israelense afirmou não ter registros disponíveis.
O caso de Rigo se insere em um contexto mais amplo de abusos relatados por outros ativistas da flotilha, que enfrentaram agressões físicas e psicológicas durante a detenção. Mais de 460 ativistas foram expulsos, incluindo 48 espanhóis, que também relataram condições desumanas, como privação de água e alimentos.
A resolução do caso de Rigo, ao evitar a exibição de provas que poderiam comprometer a polícia, levanta questões sobre a transparência do processo judicial em Israel. A situação continua a ser acompanhada de perto por organizações de direitos humanos e pela comunidade internacional.
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