- Após o cessar‑fogo, equipes de defesa civil de Gaza iniciaram buscas por corpos, com cerca de dez mil pessoas desaparecidas sob sessenta milhões de toneladas de escombros; máquinas pesadas são consideradas essenciais e a recuperação pode levar de seis meses a um ano.
- Desde a última sexta-feira, muitos palestinos voltaram às casas destruídas para procurar entes queridos; Ghali Khadr, com quarenta anos, viu fragmentos dos pais após o ataque e tenta realizar um sepultamento digno.
- A agência de defesa civil enfrenta grandes desafios, com recursos limitados e uso de ferramentas manuais; o foco inicial é retirar corpos expostos nas ruas, especialmente diante de animais que atacam restos mortais.
- Se houver acesso a equipamentos pesados, a recuperação dos corpos pode ser concluída em até um ano, segundo Dr. Mohammed al-Mugheer, diretor de apoio humanitário.
- Famílias como Yahya al-Muqra continuam sem notícias de parentes e pedem mais máquinas para acelerar a busca; trabalhadores da defesa civil reduzem o impacto da dor com a esperança de devolver dignidade aos mortos.
Após o recente cessar-fogo, equipes de defesa civil iniciaram a busca por corpos em Gaza, onde 10.000 pessoas estão desaparecidas sob 60 milhões de toneladas de escombros. A devastação é generalizada, e a necessidade de máquinas pesadas para a remoção dos destroços é urgente, com estimativas de que a recuperação pode levar de seis meses a um ano.
Desde a última sexta-feira, muitos palestinos têm retornado às suas casas destruídas, enfrentando a dura realidade de procurar por entes queridos. Ghali Khadr, de 40 anos, relatou que, após a morte de seus pais em um ataque aéreo, ele buscou entre os escombros e encontrou apenas fragmentos de seus corpos. “Meu pai era conhecido por sua força e otimismo”, lamentou Khadr, enquanto tentava dar um sepultamento digno em meio à destruição.
Desafios na Busca
A agência de defesa civil de Gaza enfrenta enormes desafios. As equipes, com recursos limitados, utilizam ferramentas manuais e até mesmo as mãos para escavar os escombros. Khaled al-Ayoubi, chefe da defesa civil, afirmou que o foco inicial é recuperar os corpos expostos nas ruas, especialmente devido à presença de animais que atacam os restos mortais.
A situação é crítica em várias áreas, onde muitos caminhos estão bloqueados e a presença de bombas não detonadas torna a busca ainda mais perigosa. Dr. Mohammed al-Mugheer, diretor de apoio humanitário, destacou que, se o acesso a equipamentos pesados for permitido, a recuperação dos corpos poderá ser completada em até um ano.
Esperança e Desespero
Muitos familiares, como Yahya al-Muqra, estão desesperados por notícias de seus entes queridos. Após perder o contato com seu irmão durante um ataque em julho, ele visitou o local da casa destruída, mas não encontrou vestígios. “Precisamos de máquinas pesadas para ajudar na busca”, lamentou.
Enquanto isso, os trabalhadores da defesa civil continuam a desempenhar um papel crucial, motivados pelo desejo de proporcionar um fechamento às famílias. “Recuperar os corpos é uma forma de honrar os mortos”, disse Fadi al-Salibi, funcionário da defesa civil. A dor da incerteza persiste, mas a determinação de encontrar e dar um descanso digno aos mortos é uma prioridade nas comunidades de Gaza.
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