- Conflitos na fronteira paquistanesa com o Afeganistão se intensificaram no fim de semana, com números divergentes: o Exército do Paquistão afirma 23 soldados mortos e mais de 200 combatentes afegãos/talibanes; os talibãs de Kabul dizem ter 58 militares paquistaneses e 9 afegãos mortos.
- Islamabad fechou todos os cruzamentos com o Afeganistão, incluindo Torkham e Chaman, para conter militantes e evitar novos confrontos; o fechamento afeta comércio e circulação de pessoas.
- Os combates começaram na noite de sábado; o Paquistão acusa o Afeganistão de ataques não provocados, enquanto os talibãs afirmam ter atuado como resposta a bombardeios paquistaneses no território afegão.
- O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, destacou que a resposta não mira civis e pediu ao governo talibã medidas contra grupos terroristas.
- As relações entre Paquistão e Afeganistão vêm se deteriorando desde a ascensão dos talibãs ao poder em agosto de 2021, gerando preocupações sobre um conflito prolongado e preparação de ambas as partes para novas hostilidades.
Conflitos na fronteira entre Paquistão e Afeganistão intensificaram-se, resultando em decenas de mortos durante o último fim de semana. O Exército paquistanês relatou 23 soldados mortos e mais de 200 combatentes afegãos, enquanto os talibãs afirmaram que 58 militares paquistaneses e 9 afegãos perderam a vida nos confrontos. As tensões aumentaram após a retirada das tropas americanas e a tomada de poder pelos talibãs em agosto de 2021.
Os combates começaram na noite de sábado, com Islamabad acusando o Afeganistão de ataques “não provocados”. Em contrapartida, os talibãs alegam que suas ações foram uma resposta a bombardeios realizados por forças paquistanesas em território afegão. O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, enfatizou que a resposta do país não visa a população civil e pediu ao governo talibã que tome medidas contra grupos terroristas.
Fechamento de Fronteiras
Em meio à escalada da violência, Islamabad decidiu fechar todos os cruzamentos com o Afeganistão, incluindo os de Torkham e Chaman. Essa decisão visa conter a movimentação de militantes e evitar novos confrontos. O fechamento das fronteiras impacta diretamente o comércio e a circulação de pessoas entre os dois países, intensificando a crise humanitária na região.
As relações entre Paquistão e Afeganistão deterioraram-se desde a ascensão dos talibãs ao poder, com Islamabad acusando o regime de fornecer abrigo a grupos insurgentes que realizam ataques em seu território. O cenário atual levanta preocupações sobre a possibilidade de um conflito prolongado, com ambas as partes se preparando para responder a futuras hostilidades.
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