- A ativista espanhola Reyes Rigo e mais cinco compatriotas da Flotilla de la Libertad chegaram a Madrid pela manhã, após serem deportados de Israel, interceptados em águas internacionais em oito de outubro durante missão humanitária.
- Rigo, de cinquenta e seis anos, declarou-se culpada de dois delitos de agressão e pagou multa de aproximadamente € 2.600; desembarcaram na Terminal 4 do aeroporto Adolfo Suárez Madrid Barajas sob aplausos.
- Os ativistas foram recebidos por manifestantes com bandeiras palestinas e cartazes de solidariedade, que destacaram que o objetivo era chamar atenção para a situação dos palestinos.
- Revela-se que protestos estavam marcados para quinze de outubro em Madrid, com a intenção de denunciar ações do Estado israelense; a dirigente pediu à Espanha que leve o caso à justiça internacional, afirmando que foram “sequestrados em águas internacionais”.
- Nicole León, outra retornante, relatou violência durante a detenção; autoridades israelenses disseram que Rigo teria mordido uma funcionária, fato negado pela ativista, cuja acusação formal não mencionou mordida, apenas um suposto arranhão.
A ativista espanhola Reyes Rigo e outros cinco compatriotas da Flotilla de la Libertad chegaram a Madrid na manhã de hoje, após serem deportados de Israel. Eles foram interceptados em águas internacionais no dia 8 de outubro durante uma missão humanitária. Rigo, que se declarou culpada de dois delitos de agressão, pagou uma multa de aproximadamente 2.600 euros.
Os ativistas desembarcaram na Terminal 4 do aeroporto Adolfo Suárez Madrid Barajas sob aplausos e gritos de apoio à Palestina. Rigo, de 56 anos, foi recebida por um grupo expressivo de manifestantes que exibiam bandeiras palestinas e cartazes com mensagens de solidariedade. A ativista destacou que o objetivo do grupo era chamar atenção para a situação dos palestinos, afirmando que “isso não vai parar, isso continua”.
Protestos e Denúncias
Após a chegada, foram anunciadas manifestações em Madrid para o dia 15 de outubro, onde Rigo e outros ativistas pretendem denunciar as ações do Estado israelense. Em declarações à imprensa, ela pediu ao governo espanhol que leve o caso à justiça internacional, enfatizando que os ativistas foram “sequestrados em águas internacionais”.
Rigo também fez referência a experiências de abuso durante a detenção, ecoando relatos de outros ativistas que enfrentaram agressões físicas e psicológicas nas prisões israelenses. A ativista Nicole León, que também retornou, compartilhou sua experiência de violência, incluindo um ataque físico por parte da polícia.
Contexto da Detenção
As autoridades israelenses alegaram que Rigo foi retida devido a um incidente em que teria mordido uma funcionária de prisões, acusação que ela sempre negou. No entanto, os registros formais da acusação não mencionam a mordida, mas apenas um suposto arañazo. O caso gerou repercussão e levantou questões sobre o tratamento de ativistas em situações semelhantes.
A situação dos ativistas e as reações da comunidade internacional permanecem em foco, enquanto os grupos de defesa dos direitos humanos se mobilizam para apoiar a causa palestina.
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