- O juiz Luc Morin, do Tribunal Superior de Quebec, condenou Jean Laprade a pagar CAD 3,5 mil por apresentar extratos de jurisprudência falsificados gerados por inteligência artificial.
- A decisão foi proferida em 1º de outubro de 2025; o caso envolve um negócio de helicópteros e um avião adquirido na Guiné, apreendido desde 2019.
- Laprade estava em um contrato que resultou em valor indevido da aeronave; houve tentativas de recuperação por duas empresas de aviação.
- Em 2021, a Câmara de Arbitragem Internacional de Paris determinou que ele pagasse CAD 2,7 milhões pela aeronave (aproximadamente USD 1,92 milhão).
- O juiz destacou que Laprade apresentou oito citações não existentes, decisões fictícias e referências sem propósito, violando advertências de 2023 sobre uso de IA nos tribunais; a conduta foi considerada grave e ele arcará com as consequências.
Jean Laprade, um empresário canadense, foi condenado a pagar CAD 3,5 mil por apresentar extratos de jurisprudência falsificados gerados por inteligência artificial em um processo judicial. A decisão foi proferida pelo juiz Luc Morin, do Tribunal Superior de Quebec, em 1º de outubro de 2025. O caso envolve um negócio controverso de helicópteros e um avião adquirido na Guiné, que permanece apreendido desde 2019.
Laprade estava envolvido em um contrato que erroneamente lhe concedeu um avião de valor muito superior ao acordado. Ele foi acusado de desviar a aeronave para Quebec, enfrentando tentativas de recuperação por parte de duas empresas de aviação. Em 2021, a Câmara de Arbitragem Internacional de Paris determinou que ele deveria pagar CAD 2,7 milhões (aproximadamente USD 1,92 milhão) pela aeronave.
O juiz Morin destacou que Laprade utilizou a inteligência artificial de forma inadequada ao apresentar, em sua defesa, oito citações não existentes, decisões fictícias e referências sem propósito. O tribunal já havia emitido advertências em 2023 sobre o uso de IA nos processos, enfatizando que as informações geradas devem ser submetidas a um controle humano rigoroso. Morin considerou a conduta de Laprade uma violação grave, ressaltando que a apresentação de documentos ao tribunal é um ato solene.
Embora o juiz tenha reconhecido a intenção de Laprade em se defender, ele enfatizou que a utilização de IA para criar evidências fictícias é inaceitável. “Ele deve arcar sozinho com as consequências de suas ações”, afirmou Morin, observando que a inteligência artificial pode transformar o sistema judiciário, mas também apresenta riscos significativos.
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