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MST e ONG criam COP paralela para protestar com custos de hotéis em Belém

Movimentos sociais promovem COPs paralelas em Belém e São Paulo devido aos elevados preços de hospedagem para a COP trinta; Aldeia COP para três mil indígenas

Ministra Sonia Guajajara visitou a Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará (UFPA), que irá sediar a Aldeia COP iniciativa que irá garantir a hospedagem de cerca de 3 mil indígenas durante a COP30. (Foto: Alexandre de Moraes/ASCOM-UFPA)
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  • A COP 30 de Conferência das Partes da Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima ocorrerá em Belém do Pará entre 10 e 21 de novembro de 2025, com preocupações sobre altos preços de hospedagem e 90% das delegações sem acomodações em agosto.
  • Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) anunciou acampamento em Belém e eventos em São Paulo, com a “Cúpula dos Povos” entre 12 e 16 de novembro, prevendo cerca de 20 mil participantes; há acampamento para 3 mil indígenas na Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará.
  • Governo contratou navios de luxo para ampliar leitos, somando pelo menos 6 mil vagas, com custo estimado em R$ 260 milhões, criticado por reduzir a inclusão de vozes atingidas pelas mudanças climáticas.
  • Analistas avaliam que a participação reduzida de organizações não governamentais e movimentos sociais pode frear o alcance do debate; o advogado ambiental Antonio Fernando Pinheiro Pedro destaca que a conferência promete ouvir países vulneráveis, mas a falta de acomodações acessíveis pode inviabilizar esse objetivo.
  • Além disso, o MST planeja assembleias populares simultâneas em várias capitais durante a COP 30, para ampliar a participação popular; a Cúpula dos Povos defenderá justiça climática, reforma agrária e proteção territorial, reunindo mais de mil entidades para expor contradições entre promessas oficiais e demandas locais.

Organizações civis e movimentos sociais estão promovendo eventos paralelos à Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), marcada para ocorrer em Belém do Pará entre 10 e 21 de novembro de 2025. A iniciativa surge em resposta aos altos preços das hospedagens, que dificultam a participação de delegações. Em agosto, 90% das delegações ainda não haviam conseguido garantir acomodações.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) anunciou um acampamento em Belém e eventos em São Paulo, visando evitar as diárias elevadas. A expectativa é que cerca de 20 mil pessoas participem da “Cúpula dos Povos”, que ocorrerá entre 12 e 16 de novembro, com um acampamento para 3 mil indígenas na Escola de Aplicação da UFPA.

Ação do Governo e Críticas

O governo federal contratou navios de luxo para aumentar a capacidade de hospedagem, adicionando pelo menos 6 mil leitos à rede hoteleira local, o que deve custar aproximadamente R$ 260 milhões. No entanto, essa estratégia tem sido alvo de críticas, pois muitos consideram que a COP 30 pode se tornar a menos inclusiva, afastando as vozes mais afetadas pelas mudanças climáticas.

Analistas apontam que a participação limitada de organizações não-governamentais e movimentos sociais pode frustrar os esforços do governo em ampliar o debate ambiental. O advogado ambiental Antônio Fernando Pinheiro Pedro destacou que a conferência carrega a promessa de dar voz aos países vulneráveis, mas a falta de acomodações acessíveis pode inviabilizar essa proposta.

Mobilização e Propostas

Além do acampamento em Belém, o MST planeja assembleias populares simultâneas em diversas capitais durante a COP30. A proposta visa garantir que as vozes da população sejam ouvidas, em contraste com a “inutilidade de Belém”, onde muitos acreditam que as discussões ficarão distantes das realidades locais.

A “Cúpula dos Povos” busca pressionar por justiça climática, abordando temas como reforma agrária e proteção territorial. Organizada por mais de mil entidades, a cúpula pretende expor as contradições entre as promessas oficiais e as demandas populares, refletindo a urgência das questões climáticas enfrentadas por comunidades afetadas.

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