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EUA podem assumir participação estratégica em empresas de terras raras para enfrentar domínio da China

Bessent sugere ampliar participação direta dos EUA em setores estratégicos, incluindo terras raras, com pisos de preço e estoques estratégicos; Trump-Xi em pauta

Trump officials have accused China of a global supply chain ‘power grab’ over rare earths and said it may take more stakes in companies in the industry to protect national security. Photograph: China Stringer Network/Reuters
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  • O governo dos Estados Unidos avalia ampliar participação direta em empresas de terras raras, com pisos de preço e estoques estratégicos, para reduzir a dependência da China, com foco em semicondutores e farmacêuticos.
  • O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que as novas restrições chinesas à exportação de terras raras representam ameaça à segurança nacional e às cadeias globais de suprimento, destacando a necessidade de autossuficiência ou parcerias com aliados confiáveis.
  • A administração de Donald Trump já havia criticado ações da China, caracterizando-as como golpe de poder sobre o fornecimento global.
  • O governo sinaliza possível implementação de pisos de preços e estoques estratégicos, além de considerar medidas para setores críticos, com atenção especial a tensões com a China.
  • As negociações apontam para uma possível reunião entre Trump e o presidente Xi Jinping; Bessent ressaltou a importância da confiança entre os líderes para evitar escalada, mas avisou que os EUA podem agir se a China for fornecedor não confiável.

O governo dos Estados Unidos está considerando aumentar sua participação em empresas de terras raras como uma estratégia para enfrentar as restrições impostas pela China. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, destacou que as novas limitações de Pequim sobre a exportação desses minerais representam uma ameaça à segurança nacional e às cadeias globais de suprimento. Em um evento recente, Bessent afirmou que a situação exige que os EUA se tornem mais autossuficientes ou que busquem parcerias com aliados confiáveis.

A administração de Donald Trump já havia criticado as ações da China, classificando-as como um “golpe de poder” em relação ao fornecimento global. Bessent mencionou que o governo está avaliando a possibilidade de estabelecer pisos de preços e estoques estratégicos para garantir a estabilidade do setor. Além disso, ele afirmou que o foco será em setores críticos, como semicondutores e farmacêuticos, sem se envolver em indústrias não estratégicas.

Ações e Reações

As tensões entre os EUA e a China têm aumentado, especialmente após a recente decisão chinesa de impor novas restrições sobre tecnologias e itens de terras raras. Em resposta, Trump ameaçou a implementação de tarifas de 100% sobre produtos chineses a partir de 1º de novembro. O representante de comércio dos EUA, Jamieson Greer, descreveu as medidas de Pequim como uma “coerção econômica” e um ataque às cadeias de suprimento globais.

Enquanto isso, negociações estão em andamento para uma possível reunião entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping. Bessent ressaltou a importância da confiança entre os líderes para evitar uma escalada maior no conflito comercial. Contudo, ele alertou que os EUA poderão precisar tomar medidas se a China se mostrar um fornecedor não confiável, reiterando que a dependência de Pequim é uma preocupação crescente.

A situação atual reflete a luta mais ampla entre os dois países por influência e controle sobre recursos estratégicos, com os EUA buscando garantir sua posição em um mercado cada vez mais competitivo.

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