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Linchamentos, deportações e fome: pacto com a UE torna Tunísia inabitável

Tunísia mantém repressão; chegadas de tunisinos à Itália caem mais de setenta por cento em jan-ago de 2025, de mais de 14.000 para cerca de 3.300, com compensação parcial por rotas via Líbia e Canárias

Migrantes alojados en chabolas en Amra, en la región de Sfax (Túnez), en mayo de 2024.
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  • A Tunísia intensificou o controle de fronteiras desde 2023, após campanha xenófoba, com apoio da União Europeia de 105 milhões de euros para fortalecer a vigilância e reduzir fluxos migratórios para a Itália.
  • De janeiro a agosto de 2025, as chegadas tunisianas à Itália caíram mais de 70%, de mais de 14 mil para cerca de 3,3 mil, em comparação com o mesmo período de 2023, quando chegaram mais de 74 mil migrantes.
  • A repressão inclui deportações para zonas desérticas e tem gerado aumento nas violações dos direitos humanos, segundo o Foro Tunecino para os Direitos Econômicos e Sociais.
  • Em 2025, o fechamento do Centro Tunescino para Refugiados mostra o endurecimento do ambiente, com fluxos migratórios via Líbia e Canárias aumentando para compensar parte da redução.
  • O Arab Barometer aponta que 46% dos tunisianos consideram emigrar, a maior taxa entre vilas árabes pesquisadas; na Argélia, saídas cresceram 70% para as Ilhas Baleares em relação a 2024.

A Tunísia implementou um controle rigoroso de suas fronteiras desde 2023, em resposta a uma intensa campanha xenófoba que resultou em deportações em massa e fechamento de organizações não governamentais. Com o apoio financeiro da União Europeia, o país recebeu 105 milhões de euros para fortalecer a vigilância em suas fronteiras, o que levou a uma queda significativa nas chegadas de migrantes à Itália.

Dados de janeiro a agosto de 2025 indicam que as chegadas de migrantes da Tunísia à Itália diminuíram mais de 70%, caindo de mais de 14 mil para cerca de 3,3 mil. Em comparação com o mesmo período de 2023, a redução é ainda mais acentuada, já que naquele ano mais de 74 mil migrantes haviam chegado. A repressão das autoridades tunisianas, que inclui deportações para zonas desérticas, tem gerado um aumento nas violações dos direitos humanos, segundo o Foro Tunecino para os Direitos Econômicos e Sociais.

Reforço das Fronteiras

A repressão continua em 2025, com o fechamento do Centro Tunescino para Refugiados, uma das várias ONGs que foram alvo da repressão. Apesar da queda nas chegadas à Itália, o aumento de fluxos migratórios através da Líbia e das Canárias tem compensado parcialmente essa redução. A repressão policial também afetou os migrantes tunisianos, mas especialistas alertam que essa pausa pode ser temporária, uma vez que a crise no país pode levar a um novo aumento nas tentativas de migração.

Um estudo do Arab Barometer revela que 46% dos tunisianos consideram emigrar, a maior taxa entre os países árabes pesquisados. Enquanto isso, a Argélia também viu um aumento nas saídas, com um crescimento de 70% no número de migrantes chegando às Ilhas Baleares em comparação a 2024, destacando a complexidade da situação migratória na região.

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