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Morre Raila Odinga, ex-primeiro-ministro do Quênia, de ataque cardíaco

Raila Odinga, ex-primeiro ministro do Quênia, falece aos 80 anos na Índia por ataque cardíaco, durante passeio com a filha e a equipe médica

José Naranjo
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  • Raila Odinga morreu aos 80 anos em um hospital na Índia, vítima de ataque cardíaco, enquanto caminhava acompanhado pela filha e pela equipe médica; estava em tratamento no país desde a semana anterior.
  • Ex-primeiro-ministro entre 2008 e 2013, foi líder da oposição e candidato presidencial em cinco ocasiões; é lembrado pelo papel nas crises eleitorais de 2007 e 2017, que geraram violência e deslocamentos.
  • Iniciou a trajetória política sob repressão, tendo sido preso por oposição ao regime de Daniel arap Moi na década de 1980.
  • Foi um dos fundadores do Movimento Democrático Orange (ODM); em 2007 levou o Quênia a uma crise que resultou em mais de mil mortes e 250 mil deslocados, e, após acordo de compartilhamento de poder, tornou-se primeiro-ministro.
  • Seguiu tentando a presidência, com derrotas em 2013 e 2022; sua saúde se deteriorou nos últimos anos, e ele havia manifestado interesse em concorrer em 2027; seu legado é visto como defesa da democracia e da justiça social.

Raila Odinga, ex-primeiro-ministro do Quênia e figura proeminente na política do país, faleceu aos 80 anos em um hospital na Índia. O falecimento ocorreu devido a um ataque cardíaco enquanto ele caminhava, acompanhado por sua filha e equipe médica. Odinga estava em tratamento médico na Índia desde a semana anterior.

Odinga, que ocupou o cargo de primeiro-ministro entre 2008 e 2013, foi um importante líder da oposição e candidato presidencial em cinco ocasiões. Ele é lembrado por seu papel nas crises eleitorais de 2007 e 2017, que resultaram em violência e descontentamento no país. A sua trajetória política começou em um contexto de repressão, onde foi preso por sua oposição ao regime de Daniel Arap Moi na década de 1980.

Carreira Política

Nascido em uma família influente, Odinga foi um dos fundadores do Movimento Democrático Laranja (ODM). Ele se destacou por sua luta pela democracia em um Quênia que enfrentava um regime de partido único. Em 1992, foi eleito para o Parlamento, e em 2007, após uma eleição contestada, levou o país a uma crise que resultou em mais de mil mortes e 250 mil deslocados.

Após um acordo de compartilhamento de poder com o então presidente Mwai Kibaki, Odinga tornou-se primeiro-ministro. Ele continuou a se candidatar à presidência, mas enfrentou derrotas apertadas, incluindo as eleições de 2013 e 2022. Apesar de suas ambições, sua saúde se deteriorou nos últimos anos, e ele havia manifestado interesse em concorrer novamente em 2027.

Legado e Impacto

O legado de Raila Odinga é complexo, marcado por sua luta por um Quênia democrático e suas tentativas de alcançar a presidência. Sua morte representa uma perda significativa para a política queniana, onde ele será lembrado como um defensor incansável da democracia e da justiça social.

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