- A União Europeia afirmou que tomará medidas proporcionais em resposta a tarifas de Donald Trump contra a Espanha, mantendo o compromisso de proteger seus membros.
- A Comissão Europeia ressaltou que o comércio é competência exclusiva do bloco e que ataques a estados-membros devem ser tratados de forma coletiva.
- Em Bruxelas, ministros de Defesa da OTAN discutiram o aumento do gasto em defesa, acordado em junho.
- A Espanha busca cumprir a meta de defesa com investimento de dois vírgula um por cento do PIB, considerado suficiente pelo governo de Pedro Sánchez.
- A UE fechou um acordo comercial com os Estados Unidos para evitar escalada tarifária; o acordo serve de base para tratar questões comerciais, sem aprofundar sobre o caso específico da Espanha.
A União Europeia (UE) reafirmou que tomará medidas adequadas em resposta a ameaças de tarifas impostas pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à Espanha. A declaração foi feita após Trump insistir que o país deve aumentar seu gasto em defesa para 5% do PIB, conforme acordado na OTAN. A Comissão Europeia destacou que o comércio é uma competência exclusiva do bloco e que qualquer ataque a um Estado-membro deve ser tratado coletivamente.
Durante uma reunião em Bruxelas, ministros de Defesa da OTAN discutiram o aumento do gasto em defesa, que foi acordado em junho. A Espanha, por sua vez, busca cumprir a meta com um investimento de 2,1%, considerado suficiente pelo governo de Pedro Sánchez. Um porta-voz da UE declarou que, caso as tarifas sejam impostas, a resposta será proporcional, reafirmando o compromisso do bloco em proteger seus membros.
Acordos Comerciais
Além disso, a UE firmou um acordo comercial com os EUA para evitar uma escalada tarifária, que poderia afetar todo o bloco. O porta-voz da Comissão Europeia enfatizou que este acordo oferece uma plataforma para tratar questões comerciais, embora não tenha se aprofundado no caso específico da Espanha, classificando-o como uma questão hipotética por enquanto.
Trump já havia ameaçado a Espanha anteriormente, mas não mencionou a possibilidade de tarifas durante um encontro recente com Sánchez na cúpula em Sharm el Sheij, no Egito. A situação permanece tensa, com a UE se preparando para responder a quaisquer ações que possam afetar seus Estados-membros.
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