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Centrais sindicais defendem Venezuela contra escalada imperialista dos EUA

Seis centrais sindicais brasileiras emitem nota contra ação de Trump na Venezuela, qualificando-a como escalada imperialista e risco de guerra regional

O presidente americano, Donald Trump, em evento na Casa Branca na quarta-feira (15). (Foto: Jim Lo Scalzo/EFE)
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  • Seis centrais sindicais brasileiras emitiram nota de repúdio à ação do presidente dos Estados Unidos contra o governo de Nicolás Maduro, na sexta-feira, 17 de outubro, incluindo a Central Única dos Trabalhadores e a Força Sindical.
  • Elas classificaram a operação como escalada imperialista e alertaram sobre riscos de guerra regional, ressaltando apoio público a Maduro.
  • As entidades afirmam que o objetivo real é recolonizar a América Latina e restaurar o poder das elites venezuelanas, usando discurso de defesa da democracia como fachada.
  • Os sindicatos compararam a intervenção a golpes promovidos na Guerra Fria e disseram que a tática pode gerar instabilidade e envolver toda a região.
  • Na repercussão, Trump comentou a possibilidade de ações em terra, dizendo ter controle do mar no Caribe; as centrais pediram mobilização regional, incluindo do Brasil, para evitar agravamento e novos ciclos de conflito.

Seis centrais sindicais brasileiras emitiram uma nota de repúdio à ação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o governo de Nicolás Maduro, na última sexta-feira, 17 de outubro. As entidades, incluindo a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical, chamaram a operação de escalada imperialista e alertaram sobre os riscos de uma guerra regional.

A intervenção, segundo Trump, visa combater o tráfico internacional de drogas, mas as centrais sindicais argumentam que a verdadeira intenção é recolonizar a América Latina e restaurar o poder das elites venezuelanas. Em sua declaração, afirmaram que o governo dos EUA utiliza um discurso de defesa da democracia como fachada para ações que historicamente empobrecem os povos da região.

As entidades criticaram a tática intervencionista dos EUA, comparando-a a ações realizadas durante a Guerra Fria, quando golpes militares eram promovidos para submeter governos soberanos. Advertiram que essa abordagem pode levar a um ciclo de instabilidade e conflitos, afetando não apenas a Venezuela, mas toda a América Latina.

Repercussão e Mobilização

Durante o anúncio da ação na quarta-feira, 15 de outubro, Trump mencionou a possibilidade de operações em terra, alegando que já controla o mar com navios no Caribe. “É duro, mas você perde três pessoas narcotraficantes e salva 25 mil,” justificou, referindo-se aos bombardeios contra embarcações acusadas de transportar drogas.

As centrais sindicais pediram uma mobilização de forças populares e governos da região, especialmente do Brasil, para evitar que a situação se agrave. A nota ressalta que o cerco militar à Venezuela representa uma ameaça de consequências imprevisíveis, que pode arrastar a região a um novo ciclo de guerras.

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