- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, abriu o 16º Congresso do Partido Comunista do Brasil, em Brasília, e reiterou defesa à Venezuela e a Cuba.
- Lula afirmou que nenhum presidente de outro país deve interferir no destino da Venezuela, governada por Nicolás Maduro, e que o povo venezuelano deve decidir seu próprio futuro; o contexto é de tensões entre Estados Unidos e o regime chavista.
- O discurso não mencionou diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas citou que a CIA realizou operações secretas na Venezuela; o PT divulgou nota criticando ações norte-americanas e a dinâmica de soberania venezuelana.
- Na defesa de Cuba, Lula elogiou o país como exemplo de dignidade e relembrou os seus mandatos entre dois mil e três e dois mil e dez, destacando o papel de líderes de esquerda na região, como Hugo Chávez.
- Sobre 2026, Lula disse que, se estiver saudável, pode concorrer; pretende manter foco em Bolsa Família e inclusão social, criticou a pouca representatividade da esquerda no Congresso e a necessidade de melhorar a comunicação com a população, principalmente nas redes sociais, para conter a extrema direita.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou sua defesa à Venezuela e Cuba nesta quinta-feira, durante a abertura do 16º Congresso do PCdoB, em Brasília. Lula declarou que nenhum presidente de outro país deve interferir no destino da Venezuela, que é governada por Nicolás Maduro. Essa afirmação surge em um contexto de crescente tensão entre os Estados Unidos e o regime chavista.
Em seu discurso, Lula não mencionou diretamente o presidente americano, Donald Trump, que recentemente autorizou a CIA a realizar operações secretas na Venezuela. O presidente brasileiro enfatizou que o povo venezuelano deve decidir seu próprio futuro, e não permitir que líderes estrangeiros ditem regras. O PT também divulgou uma nota criticando as ações norte-americanas, considerando-as uma violação da soberania venezuelana.
Defesa de Cuba e Críticas à Direita
Lula aproveitou a oportunidade para defender Cuba, caracterizando-a como um exemplo de dignidade, em oposição às críticas frequentemente direcionadas pelo governo Trump. O presidente relembrou seu período no cargo entre 2003 e 2010, destacando que a América do Sul viveu um “melhor momento político, ideológico e social”. Ele elogiou líderes de esquerda da região, incluindo Hugo Chávez, e lamentou a atual situação política.
Além das questões internacionais, Lula também mencionou a possibilidade de ser candidato nas eleições de 2026. Ele afirmou que, se estiver com saúde, pretende concorrer novamente, focando em temas como Bolsa Família e inclusão social. O presidente criticou a falta de representatividade da esquerda no Congresso e a necessidade de melhorar a comunicação com a população, especialmente nas redes sociais, para evitar o crescimento da extrema direita.
Lula concluiu seu discurso destacando que a esquerda deve refletir sobre suas falhas e se mobilizar para reconquistar a confiança do povo.
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