- A União Europeia anunciou o Pacto pelo Mediterrâneo, voltado ao sul da região, com foco em investimento, emprego, energia, migração e formação juvenil; lançamento previsto em Barcelona e ações iniciais a partir de 2026.
- A comissária Dubravka Šuica afirmou que a UE quer criar alianças com países vizinhos e atuar de forma mais ativa na região, não apenas como financiadora. A financiação europeia até 2027 é de 1,6 bilhão de euros.
- O pacto pretende estabelecer um marco de cooperação social, econômica e de segurança, com ênfase na juventude e na expansão do programa Erasmus. A UE pretende dobrar o orçamento destinado à região MENA, totalizando 42 bilhões de euros nos próximos anos.
- Também será criada uma nova secretaria-geral para a região, com planos de ação já para o início de 2026, como complemento à União para o Mediterrâneo (UpM), existente há 30 anos.
- O movimento ocorre em contexto de reposicionamento geopolítico da UE, buscando alianças mais fortes no sul do Mediterrâneo frente a China e Rússia, e uma atuação mais efetiva após a guerra em Gaza.
A União Europeia (UE) anunciou um novo Pacto pelo Mediterrâneo, visando reforçar sua influência na região sul do Mediterrâneo. A comissária Dubravka Suica destacou que o objetivo é criar alianças com países vizinhos, focando em áreas como investimento, emprego, energia, migração e formação juvenil. O lançamento do pacto está previsto para Barcelona, com ações iniciais a partir de 2026.
Este movimento surge em um contexto em que a UE busca recuperar espaço geopolítico, especialmente frente a potências como China e Rússia. Suica enfatizou que a Europa não quer ser apenas um “pagador” no processo de reconstrução da Palestina, mas sim um “jogador” ativo, com a intenção de moderar a situação na região após a recente guerra em Gaza. A comissária afirmou que a financiação europeia, que compromete 1,6 bilhões de euros até 2027, é crucial para a estabilidade da Autoridade Palestina.
Objetivos do Pacto
O Pacto pelo Mediterrâneo pretende estabelecer um marco de cooperação abrangente, abordando questões sociais, econômicas e de segurança. O foco principal será a juventude, com iniciativas voltadas à educação e à possibilidade de expansão do programa Erasmus. Além disso, a UE planeja dobrar o orçamento destinado à região MENA, totalizando 42 bilhões de euros nos próximos anos.
Suica também mencionou a criação de uma nova secretaria geral para a região, com o intuito de demonstrar um compromisso real com a cooperação. A expectativa é que os primeiros planos de ação sejam lançados já no início de 2026, com o pacto servindo como um complemento à União pelo Mediterrâneo (UpM), que já existe há 30 anos.
O novo pacto é parte de uma estratégia mais ampla da UE para se reposicionar no cenário internacional, especialmente em um momento em que a atenção estava voltada para o leste europeu devido à invasão russa da Ucrânia. A comissária finalizou ressaltando a necessidade de um enfoque renovado na região sul do Mediterrâneo, buscando alianças genuínas e efetivas.
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