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Egito deve liderar força global de estabilização em Gaza, dizem diplomatas

Egito lidera força internacional para estabilizar Gaza, com mandato da ONU sem força de paz; Turquia, Indonésia e Azerbaijão contribuem

Questions remain over the territory’s reconstruction after Palestinians returned to Gaza City this week. Photograph: Anadolu/Getty Images
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  • O planejamento de uma força internacional de estabilização em Gaza com mandato da ONU está ganhando forma, liderada pelo Egito com apoio dos EUA e do Reino Unido, visando desmilitarizar o Hamas e favorecer a criação de um estado palestino.
  • Os EUA pressionam por mandato da ONU, sem que seja uma força de paz tradicional, buscando poderes semelhantes aos das tropas internacionais no Haiti para combater gangues armadas; Turquia, Indonésia e Azerbaijão são considerados contribuintes principais.
  • Um dos grandes desafios é a desmilitarização do Hamas, com modelo inspirado na Irlanda do Norte; o processo deve começar pelas armas pesadas e incluir posteriormente as armas pessoais dos membros.
  • Há uma conferência de reconstrução marcada para Cairo para discutir financiamento, estimado em mais de US$ 67 bilhões; o Reino Unido defende uso de financiamento privado, além de doações de países do Golfo.
  • Tony Blair pode integrar o board of peace, que supervisionaria um comitê de tecnocratas palestinos; a confirmação ocorreria na segunda semana de novembro, durante a conferência em Cairo.

O planejamento de uma força internacional de estabilização em Gaza, com mandato da ONU, está tomando forma. Diplomatas confirmam que o Egito deverá liderar essa iniciativa, com apoio dos Estados Unidos e do Reino Unido. O foco principal será a desmilitarização das armas do Hamas e a criação de um estado palestino.

Os EUA estão pressionando para que a força tenha um mandato da ONU, mas sem ser uma força de paz tradicional. O objetivo é que a operação tenha poderes semelhantes aos dados a tropas internacionais no Haiti, voltadas para o combate a gangues armadas. Além do Egito, Turquia, Indonésia e Azerbaijão estão sendo considerados como contribuintes principais para a força.

Desafios e Financiamento

Um dos maiores desafios será a desmilitarização do Hamas. Diplomatas britânicos estão colaborando na elaboração de um processo que poderá se basear em modelos de desarmamento utilizados na Irlanda do Norte. A expectativa é que o desarmamento comece com armas pesadas, enquanto a questão das armas pessoais dos membros do Hamas será abordada posteriormente.

Além disso, uma conferência de reconstrução está agendada para o Cairo, onde será discutido o financiamento para a reconstrução de Gaza, estimado em mais de US$ 67 bilhões. O Reino Unido acredita que será necessário buscar financiamento privado, além de doações de países do Golfo, para atender às demandas de reconstrução.

Tony Blair, ex-primeiro-ministro britânico, pode integrar um conselho chamado “board of peace”, que supervisionará um comitê de tecnocratas palestinos. A confirmação de sua participação deve ocorrer na segunda semana de novembro, durante a conferência em Cairo. A situação em Gaza continua crítica, e a comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos.

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