- Bolivianos vão às urnas no próximo domingo, dia 19, para um segundo turno inédito entre dois candidatos de direita: Jorge Tuto Quiroga, da coalizão Libre, e Rodrigo Paz, do Partido Democrata Cristão.
- A eleição marca o fim de duas décadas de hegemonia do Movimento ao Socialismo, com Evo Morales como figura central, ainda sem concorrer.
- A crise econômica é grave, com inflação acima de 23% e escassez de dólares, combustíveis e itens básicos; em La Paz há filas nos postos de gasolina e longas esperas por diesel.
- Quiroga defende mudanças profundas e busca apoio internacional; Paz promete resolver a crise sem depender do FMI, priorizando uma gestão pública mais direta.
- O resultado é incerto; pesquisas apontam leve vantagem para Quiroga, mas a confiabilidade é questionada. Desafios incluem governabilidade, lidar com a crise econômica e a influência de Morales, que permanece ativo politicamente.
Os bolivianos vão às urnas no próximo domingo, dia 19, para um segundo turno inédito na história do país. A disputa ocorre entre dois candidatos de direita, Rodrigo Paz, do Partido Democrata Cristão (PDC), e Jorge Tuto Quiroga, da coalizão Libre. Essa eleição marca o fim de duas décadas de hegemonia do Movimento ao Socialismo (MAS), que teve Evo Morales como figura central.
A crise econômica no país é alarmante, com uma inflação superior a 23% e escassez de dólares, combustíveis e produtos básicos. Em La Paz, longas filas se formam nos postos de gasolina, onde muitos passam a noite em busca de abastecimento. Christina Stolte, da Fundação Konrad Adenauer, relata que caminhões enfrentam dificuldades por falta de diesel, impactando o ciclo econômico.
Desafios da Eleição
Ambos os candidatos souberam capitalizar o descontentamento popular. Quiroga, um político experiente com histórico no governo, defende mudanças profundas e busca apoio de organismos internacionais. Por outro lado, Paz, que se destacou no primeiro turno, promete resolver a crise sem depender do FMI, focando em uma gestão pública mais direta.
O resultado da eleição é incerto. Pesquisas apontam uma leve vantagem para Quiroga, mas a confiabilidade dessas sondagens é questionável. Os desafios para o futuro presidente incluem construir governabilidade e enfrentar a grave crise econômica, além de lidar com a figura de Evo Morales, que ainda exerce influência, mesmo fora do pleito.
A sombra de Morales se faz presente, especialmente após sua convocação por tráfico de menores. O MAS, embora desgastado, ainda representa uma parte significativa da população, que se identifica com seus princípios. A forma como o próximo presidente lidará com essa realidade será crucial para a estabilidade política da Bolívia.
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