- China e Estados Unidos anunciaram uma nova rodada de negociações comerciais para a próxima semana, com o objetivo de evitar o agravamento das tensões entre as duas potências.
- A notícia surge após Donald Trump ter feito ameaças de tarifas de 100% e de cancelar o encontro com o presidente Xi Jinping na cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), na Coreia do Sul.
- Em videoconferência entre He Lifeng, vice-primeiro-ministro da China, e Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos, o tom foi considerado franco e construtivo, e ficou acordado acelerar as negociações.
- O momento conta com apoio internacional, incluindo ministros do Grupo dos Sete (G7) e a busca por diversificar fornecedores de terras raras; o comissário de Economia da União Europeia, Valdis Dombrovskis, afirmou que esse processo pode levar anos.
- Trump sinalizou, em entrevista à Fox News, que o encontro com Xi na APEC ainda está em pauta; a diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, mostrou otimismo quanto a um acordo que reduza as tensões comerciais.
China e Estados Unidos anunciaram, neste sábado, 18 de outubro de 2025, uma nova rodada de negociações comerciais para a próxima semana. O objetivo é evitar o agravamento das tensões comerciais entre as duas potências. A iniciativa surge após o presidente americano, Donald Trump, ameaçar tarifas de 100% e cancelar um encontro com o líder chinês, Xi Jinping, previsto para ocorrer durante a cúpula do fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) na Coreia do Sul.
As tensões aumentaram após a China impor restrições nas exportações de terras raras, metais essenciais para setores como tecnologia e defesa. Em resposta, Trump considerou a aplicação de tarifas severas. Durante uma videoconferência, o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, tiveram uma conversa que foi descrita como “franca e construtiva”. Eles concordaram em acelerar as negociações comerciais.
Avanços nas Negociações
A videoconferência ocorreu em um momento crítico, com os EUA buscando apoio internacional contra as novas restrições da China. Ministros do G7 também se comprometeram a coordenar uma resposta e diversificar fornecedores de terras raras, que atualmente são majoritariamente provenientes da China. O comissário de Economia da União Europeia, Valdis Dombrovskis, ressaltou que essa diversificação pode levar anos.
Trump, em entrevista à Fox News, indicou que o encontro com Xi na APEC ainda está em pauta, o que poderia trazer uma solução significativa para o conflito. A diretora do FMI, Kristalina Georgieva, expressou otimismo sobre a possibilidade de um acordo que alivie as tensões comerciais. A guerra comercial entre os dois países se intensificou desde o início de 2025, quando Trump anunciou a intenção de impor tarifas generalizadas, levando a um aumento drástico nas tarifas alfandegárias.
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